“Titular com atuação de reserva”

Splitter tenta bloquear D.J White (foto AP)

O título deste post, infelizmente, define Tiago Splitter no jogo do Spurs deste sábado. Foi um marco para o catarinense, que pela primeira vez foi titular em uma partida da NBA.

Sua estreia nos cinco iniciais se deu contra o Charlotte Bobcats.

O motivo da presença de Splitter entre aqueles que começam o jogo se deu por causa da ausência de Tim Duncan, que foi marcado curiosamente em uma lista de lesões antes do jogo com a justificativa: trop vieux, francês para velho demais.

Foi a primeira partida que Duncan ficou de fora nesta temporada.

Foi uma chance efetiva do brasileiro mostrar serviço, mas os números não foram dignos do atleta eleito melhor jogador da Espanha no ano passado: 24 minutos; seis rebotes, quatro faltas cometidas, uma roubada e oito pontos.

Pior do que simplesmente os números do pivô, foi a sua atuação em si. Ele começou o jogo com uma air ball das mais ridículas da história. Air ball, pra quem não sabe, é quando a bola não bate nem no aro.

Splitter na linha do lance livre, para duas cobranças e…. a bola vai fraca e nem alcança a cesta no primeiro arremesso. No segundo, forte demais, bola na tabela e fora.

Foi um triste começo.

Dava pra esperar mais dele, não dava? Splitter já teve atuações melhores vindo do banco.

Só pra constar, o Spurs bateu o Bobcats fácil por 109 a 98.

O que fica claro depois da partida de Tiago Splitter nesta noite? Que se ele quiser fazer a carreira dele funcionar no Estados Unidos, então não vai poder estar com a seleção neste pré-olimpico.

Essa deve ser uma decisão difícil para um atleta tão identificado com seu país e que por tantas vezes mostrou o orgulho e a vontade que sente de defender a própria pátria. Se fosse o Nenê a vontade já estaria definida faz tempo, né?

A decisão é basicamente a seguinte: Jogar o pré-olimpíco e perder a pré-temporada do Spurs, caindo ainda mais no desgosto do técnico Greg Popovich. Perder o pré-olimpíco e fazer a pré-temporada com a equipe, na esperança de estar inteiro e no melhor de sua forma e moral com o treinador para a próxima temporada.

Se decidir jogar com a seleção, Splitter vai perder mais pontos ainda com Popovich e seus minutos em quadra, que já são escassos, serão ainda menores e mais raros na temporada que vem.

E agora Splitter? Seleção ou Spurs? Sucesso na NBA ou mais uma brava tentativa de levantar o basquete brasileiro através do time nacional?

Comente o que você faria no lugar dele:

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Adendo:

Pelo Twitter percebi que muitas pessoas entenderam errado o meu post e logo, vou tentar esclarecer.

Não estou cobrando do Splitter uma atuação melhor, ele não tem culpa de jogar pouco… o primeiro ano na NBA é difícil, principalmente jogando em um time grande, que é o caso dele.

O que coloco em questão é, se ele for para o pré-olimpíco, vai voltar pro Spurs já “cansado” do mais de um mês com a seleção e obviamente não fará o mesmo treinamento dos companheiros.

O treinador Gregg Popovich não quer que ele vá para a seleção. Isso não é novidade. Esses pedidos já foram feitos também para Manu Ginobili e Tony Parker. O francês atendeu, o argentino não.

O pré-olimpíco não bate datas com a pré-temporada, é verdade, mas um fatalidade ou até mesmo um cansaço exceissivo pode custar caro para Splitter.

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