Do 1 ao 100 fazendo milhões de são-paulinos

Li hoje no blog “Reduto Soberano” uma curiosa história sobre um garoto que sanou sua dúvida sobre qual equipe iria torcer no dia 27 de março de 2011, após o gol 100 de Rogério Ceni.

Pelo que entendi, Gabriel, de apenas cinco anos, sempre foi influenciado pela tia para torcer pelo São Paulo. No entanto, como a maior parte dessa geração de crianças, tem a influência da bola, que o Neymar joga demais, para gostar do Santos.

Como toda criança, o garoto fica encantado não só com o Neymar dentro de campo, mas também com seu estilo fora dele. O moicano, o sorriso, o jeito moleque, no qual as crianças conseguem se identificar.

Ele já havia decidido torcer para o Santos, quando Rogério Ceni fez o gol 100 de sua carreira e deu um estalo no menino, que acabou pedindo para a tia a camisa do goleiro-artilheiro e agora sabe que pra sempre será são-paulino.

A história me lembrou duas passagens da minha família e ambas relacionadas aos gols de Rogério Ceni.

Minha família é toda de são-paulinos, mas toda mesmo. A tradição começou com meu avô e vem atravessando gerações. Meus tios, tias, meu pai, meus primos, meus irmãos, só ai já são cerca de outros 15 tricolores.

Só que nem sempre foi assim.

Eu, quando criança, mas bem criança mesmo, gostava do Palmeiras. Minha mãe tinha um namorado palmeirense e pra completar eu jogava bola em um clube que também usava verde.

Meu pai fazia de tudo para mudar essa situação (ainda bem).

Assisti muitos jogos do São Paulo no Morumbi, quando bem novinho, com o único intuíto de me converter ao são-paulinismo. Funcionou! Só que teve um fator que foi muito crucial para essa paixão crescer cada vez mais, até chegar nesse nível atual.

Na verdade foram três. Não posso negar as parcelas de Denilson nisso tudo, mas fica difícil dizer quem foi mais decisivo, pois quando lembro do meu fanatismo pelo driblador, eu já era bem são-paulino, como por exemplo as finais paulistas de 97 e 98.

O que dá pra dizer é que teve um, mas um único fator que pode ter mudado tudo.

Existia no São Paulo um goleiro muito diferente de todos os outros.

E eu era só um garoto, que gostava de defender as traves de um clube de uma pequena cidade litorânea, mas também gostava de fazer meus gols de vez em quando.

Rogério Ceni era o nome desse goleiro, que além de defender muito, batia falta também. Eu já torcia para o São Paulo quando o Zetti saiu, mas isso só fez a importância do Rogério crescer.

Acontece que eu era fã do Zetti e a saída dele, justo para Santos, cidade próxima de Guarujá, onde eu morava, me balançou, realmente.

No meio da indecisão eu vi um goleiro bater falta e fazer um golaço.

Me apaixonei ainda mais pelo São Paulo, ganhei um novo ídolo e de quebra virei cobrador de faltas do clube da minha cidade.

Ah, se não fosse Rogério… ai talvez hoje eu gostasse do Palmeiras ou do Santos.

Curioso, mas um primo meu passou por situação quase igual.

Ele já reconsiderava o clube para o qual dedicaria seu amor, graças a saída de seu maior ídolo: Zetti.

Dizem na minha família, que ele inclusive pensava se torceria para algum time de verdade. A transferência do arqueiro bicampeão da Libertadores foi uma grande desilusão para este outro jovem garoto.

Até que um dia, um dia desses ai, tipo 15 de fevereiro de 1997, todos comiam pizza enquanto o tricolor enfrentava o União São João de Araras. O garoto nem ligava para o jogo, a pizza era mais interessante.

Foi quando os familiares chamaram a atenção para uma coisa estranha. O goleiro iria bater uma falta.

O garoto olhou pra televisão, Rogério Ceni bateu e… foi gol. O primeiro dele com a camisa tricolor e provavelmente o primeiro tricolor que o goleiro converteu em sua longa carreira.

Você tem uma história desse tipo com Rogério Ceni ou qualquer outro jogador? Coloca ai nos comentários.

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4 Responses to Do 1 ao 100 fazendo milhões de são-paulinos

  1. Realmente. A minha primeira lembrança do Zetti diz respeito a um dia qualquer jogando bola na quadra de um prédio. Segundo me lembro, vesti a camisa dele e catei muito hahahaha. Ficou marcado.
    .
    Até hoje apenas cinco jogadores tiveram a honra de serem representados por mim nas peladas deste mundo: Zetti, Pitarelli, Denilson, França e Borgetti.

  2. Meu caro.
    Quando ouço falar de Zetti ou leio a respeito confesso que me emociono. Zetti é e sempre será meu ídolo nº1, mesmo com Rogério sendo o maior jogador do São Paulo de todos os tempos.

    Um abraço.

  3. Camilla says:

    Ah eu já era fanatica pelo Rogério agora muito mais ele “Salvou” meu sobrinho =D
    bom demais o texto Gabriel!

  4. Natacha Pela says:

    Parabens pelo blog!! =) Gostei bastante, vc realmente sabe o que faz…

    Beijosss e muito sucesso para vc…

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