Guilherme Costa – O organizador do Vasco

Guilherme Costa tem apenas 17 anos e é um verdadeiro fenômeno nas categorias de base da Colina. Começou a carreira cedo e aos quatro anos de idade era destaque na escolinha Rio Sport Center, do ex-zagueiro Gonçalves.

Já aos 10 anos, resolveu fazer um teste no Flamengo, foi aprovado, mas não quis jogar na Gávea e ficou por mais dois anos treinando na antiga academia, que hoje se chama Estácio de Sá.

Em 2006, aos 12 anos, resolveu tentar a sorte no Vasco e foi aprovado mais uma vez. Segundo o coordenador das categorias de base vascaínas, Fábio Fernandes, ele precisou de apenas um treino para integrar o time.

No primeiro ano jogando pelo Vasco da Gama, Guilherme conquistou o Campeonato Carioca sub-12, até então conhecido como Pré-Mirim, e no ano seguinte, 2007, jogou o Estadual na categoria Mirim e marcou 29 gols, ajudando o Vasco a conquistar de maneira invicta a competição e consagrando a temporada ao vencer a Macaé Cup, encerrando o ano com 44 tentos.

Tantos destaques acabaram chamando a atenção de Marcus Alexandre Cravo, em 2008, técnico Infantil do clube, que promoveu Guilherme ao time titular logo no primeiro ano na categoria.

Ele logo foi pro ataque, que não é sua real posição e jogando contra garotos mais velhos. Mesmo assim não pareceu intimidado e terminou a temporada como artilheiro da equipe com 22 gols.

No ano de 2009, jogando como meia esquerda, sua posição original, Guilherme assumiu o papel de maestro e principal jogador do time, foi campeão da Copa Nike e Vice-campeão do Campeonato Sul americano Sub-15 com a Seleção Brasileira.

Trata-se de um jogador quase completo. A primeira característica evidente é a bola parada. O meia já fez vários gols olímpicos na carreira e inúmeros gols de falta, inclusive pela seleção, onde por muito foi o cobrador oficial dos lances.

Os treinadores e companheiros ainda frisam que apesar de ser canhoto, Guilherme tem qualidade para bater tanto com a perna esquerda, como com a perna direita e isso dificulta muito a ação dos marcadores e abre muitas oportunidades para que o meia acerte bons chutes de fora da área.

Infelizmente rendeu pouco no sul-americano Sub-17. Também foi muito mal aproveitado pelo treinador Émerson Ávila.

O estilo de jogo, para muitos, lembra o do meio-campista Kaká, principalmente por causa das passadas largas. Outras qualidades notáveis são a velocidade e o cabeceio eficiente.

“Guilherme tem um dominio de bola e uma velocidade muito boa, consegue conduzir a bola com facilidade, lembra muito o Kaká”, Fábio Fernandes

Além de tantas qualidades dentro do campo, a que mais deixa todos admirados com o atleta, é uma qualidade extra-campo.

Humilde e tranquilo geralmente são adjetivos ligados a Guilherme, que, obviamente, já teve propostas do exterior, inclusive diretamente ao pai dele.

O pai da jovem promessa vascaína não quer tirá-lo do país:

“Entendemos que o Guilherme é patrimônio do clube, que investe e dá apoio a carreira dele, qualquer acerto tem que ser conversado com a gente e com o Vasco”, comenta William, pai do jogador.

Resumindo: Meia veloz, ambidestro, com chute muito preciso, cabeceio eficiente, visão de jogo, obediente táticamente e ainda por cima pensando na carreira. Está ai um valor que raramente se vê. Resta a nós esperar e ao Guilherme trabalhar muito, para que quem sabe, não vejamos daqui sete, ou oito anos, outro talento brasileiro conquistando o mundo.

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