Conhecendo a Dinamarca Sub-17

Estive pensando, pensando e pensando e acabei decidindo: vou falar um pouco sobre cada adversário do Brasil Sub-17 no Mundial de 2011.

Vai ser uma espécie de pré-jogo mesmo, como será visto neste post.

O primeiro obstáculo é a Dinamarca, então, vamos conhecer a geração 1994 dos dinamarqueses.

Quando pensamos em Dinamarca e futebol de base, logo pensamos em falta de tradição. É a estreia dos dinamarqueses em Copas do Mundo da categoria.

Desde que os campeonatos passaram a ser Sub-17, em 2002, e curiosamente na Eurocopa da própria Dinamarca, a seleção só esteve em três competições continentais.

A nova Dinamáquina?

Na primeira, como anfitriã, parou nas quartas de final contra a Espanha, que tinha Soldado e David Silva. Naquele ano um tal de Wayne Rooney disputou a competição e trucidou a Espanha na decisão do terceiro lugar com três gols, mas isso é outra história.

Em 2003 a equipe caiu na fase de grupos, perdendo a vaga para a Austria na última rodada.

A seleção da Dinamarca só voltou a disputar o torneio europeu neste ano e já teve uma grande atuação. Passou da primeira fase com 100% de aproveitamento (única equipe a conseguir o feito nesta edição da competição), batendo França e Inglaterra.

Depois de vencer a Inglaterra e garantir a vaga para a fase final com antecedência, os dinamarqueses entraram praticamente com o time inteiro reserva contra a França na última rodada e ainda assim venceram por 1 a 0, eliminando os nossos eternos algozes.

Como é um torneio menor, com apenas oito times, chegou na semifinal e parou na forte seleção Alemã.

Vale lembrar que a seleção dinamarquesa ficou invicta durante nove partidas antes da derrota para a Alemanha. Seis na qualificação para a Euro e depois três da fase de grupos.

Não é lá coisa que deva realmente deixar Émerson Ávila sem dormir, mas esta é provávelmente a melhor geração do futebol dinamarques nos últimos 13 anos.

Os nomes para os brasileiros ficarem de olho neste jogo são dois: Viktor Fischer e Kenneth Zohore, os autores dos gols na vitória por 2 a 0 contra a Inglaterra na Eurocopa.

Fischer, o grande astro da seleção dinamarquesa

O primeiro é o grande astro do time Sub-17 dinamarques. Foi a estrela no Campeonato Europeu deste ano. O jovem atacante atua no Ajax, da Holanda, que já pagou mais de um milhão de euros pelo jogador.

O grande problema que Fischer pode causar vai muito além da sua incrível capacidade de fazer gols (só na Euro foram nove gols em dez jogos, contando as classificatórias). É um jogador que cumpre praticamente todas as funções ofensivas do time.

Ele é um atacante matador, mas pode ser o meia de criação ou o segundo atacante. No Campeonato Europeu foi o camisa 10 da equipe e fez simplesmente tudo. Distribuiu o jogo, apareceu pra dar opção, finalizou, foi difícil marcar o magricelo.

Toca com muita facilidade, dribla bem e tem um ótimo chute de média distância. Pode fazer a diferença.

Primo de peixe, também é peixe? Zohore

Zohore tem o futebol no sangue. É da mesma família de Didier Drogba. O pai do jovem atacante é primo do pai do astro da Costa do Marfim. Em algum grau de parentesco, que eu não sei definir, Zohore e Drogba são primos.

Ele é o centroavante própriamente dito. Forte e com uma finalização precisa.

Zohore é fisicamente muito acima da média de sua categoria. Até por isso, mesmo aos 15 anos de idade, ele já fez parte do elenco Sub-19 da seleção. No Copenhagen, onde joga, fez sua estreia com apenas 16 anos. Já fez gol e até jogou na Uefa Champions League, contra o Barcelona.

Quando o time se sente um pouco sem saída, Frank Thomaz costuma colocar Lucas Andersen. Ele dá opção pela direita, normalmente jogando como ponta. Vira válvula de escape pra equipe.

Ainda correm por fora outros nomes, como Patick Olsen, o jogador que tranquiliza a partida para a Dinamarca.

É bom ficar de olho bem aberto para eles nesta segunda-feira para evitar uma estreia com surpresas bastante desagradáveis.

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3 Responses to Conhecendo a Dinamarca Sub-17

  1. carlão says:

    Valeu Gabriel…

  2. Infelizmente ainda não. O Almir chegou a aspirar estar lá quando foi convocado para o Sul-americano. Não sei o que há, mas o nosso gigante (o zagueiro mais alto do tricolor) está visivelmente fora de forma. Uma pena, acho que é relaxo, sei lá.

    A zaga é formada por Gabriel Novais, jogador de apenas 15 anos e Lucas Possignolo, 16. Por isso ainda não estão prontos para a seleção Sub-17.

  3. carlão says:

    Gabriel, hoje na base sub17 são paulina, teria algum zagueiro que poderia ter ido a seleção brasileira?? se sim poderia falar os nomes. abraços a parabens pela materia.

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