E o que significa perder? #Mundial Sub-17

Quando falamos de futebol profissional perder pode significar um fracasso tremendo. A maior frustração possível.

Isso não se repete no futebol de base.

Temos sempre que lembrar que, como bem dito por alguns diretores de futebol, a primeira função do futebol de base é formar jogadores e ganhar os títulos é apenas consequência.

A tristeza dos garotos, seus fãs, torcedores e famíliares, é mais do que compreensível, mas a derrota desta quinta-feira para o Uruguai está longe de ser o fim do mundo.

A ideia toda é olhar mais para o futuro do que para o presente. O valor que muitos deles mostraram neste mundial é muito maior do que o valor que o título poderia dar aos currículos.

Ademilson é um grande exemplo disso. A artilharia no Paulista Sub-15 e a atual artilharia do Paulista Sub-17, são muito pouco perto da grande atuação que ele fez no Mundial. Até o título da Copa Nike é pequeno, perto de uma boa atuação nesta Copa do Mundo da categoria.

A derrota é ruim, claro, mas nem de longe decreta o fim dessa geração.

A geração que tinha Neymar, Casemiro, Philippe Coutinho, Zezinho e Wellington Silva, era considerada uma das melhores da história recente e acabou se comprovando como tal apenas no profissional.

Neymar dispensa comentários. Casemiro é titular absoluto do São Paulo. Coutinho e Wellington Silva fazem (e bem) seus nomes fora do país. Apenas Zezinho não vingou. A geração que caiu nas mãos de Lucho Nizzo fracassou ainda na primeira fase da Copa do Mundo Sub-17 de 2009.

Em compensação, uma geração bem menos promissora, de 2003, é exatamente a nossa última campeã. Os craques da seleção eram os volantes Sandro e Arouca, além do atacante Abuda. O último era a grande estrela da equipe.

Eles bateram a Espanha de Fábregas e Llorente.

Contavamos nessa seleção com um meio campo que poderia render muito, mas acabou não correspondendo. Lucas Piazon, Adryan e Guilherme Costa são todos ótimos jogadores, que apesar de caracteristicas distintas, cobrem basicamente a mesma função.

Os toques rápidos de Piazon, os dribles ágeis de Adryan e a ótima condução de bola do Guilherme, deveriam ser complementares, mas não foram. Por algum motivo os três se confundiram e nenhum deles rendeu tudo que pode render.

Uma pena. Fica pra próxima.

Todos os atletas vão evoluir muito ainda como jogadores. Um ano faz toda a diferença quando ainda se tem por volta de 17 anos e com certeza o que vimos nesse Mundial, que não foi tão ruim, só vai melhorar.

Podemos esperar muito mais de todos eles. Tanto de caras como Misael e Ademilson, que surpreenderam positivamente, até daqueles que ficaram abaixo do esperado.

Valeu garotada. Valeu o esforço!

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5 Responses to E o que significa perder? #Mundial Sub-17

  1. É um ponto que, mesmo que sutilmente, eu defendo quase sempre. Com a pressa por jogadores no futebol profissional e tantos meninos já jogando em grandes equipes aos 18, 19 anos, as pessoas criticam muito garotos do futebol de base.
    .
    Entendo a frustração e o motivo das criticas. Um ano, no entanto, faz toda a diferença para esses garotos. É um ano de treinamento e evolução que muda tudo. Temos casos concretos que provam isso no futebol profissional. O que quero dizer nesse post é que a experiência que esses meninos podem tirar do Mundial, vale, no minimo, 500 vezes mais do que o título em si.

  2. helder9 says:

    O pessoal se esquece que essa garotos tem 16, 17 anos e caem matando nas críticas, claro que muitos não vingaram, porém acho que vários bons jogadores podem surgir sim, a cobrança faz parte do futebol, mas tem limite, decretar o fim de uma carreira de um jogador de 17 anos é o fim da picada…

    Esperando os novos posts sobre o Mundial sub-20.

    Abs.

  3. Não comento pois discordo da sua opinião. Acho tanto o Emerson, quanto o Wallace, bons laterais. Matheus e Marquinhos falharam algumas vezes, mas nessa idade muitas vezes é assim. Goleiros e zagueiros são normalmente imaturos. Concordo que poderia ter sido feita uma convocação melhor nesse sentido e comentei, inclusive, antes do Mundial.

  4. O Pior e que ninguém falou dos zagueiros e os laterais, esse não servem nem pra jogar no time daqui da cidade onde eu mora EC Paraguaçuense (time da ultima divisão do futebol paulista).
    Walace e Emerson e os zagueiros que no momento não me lembro e nem faço questão de lembrar…. que coisa ridícula…. acho que devem arranjar outra coisa pra ganhar dinheiro !

  5. Maurício says:

    Eu até concordo com vc, que o objetivo dos clubes é revelar jogadores e não ganhar títulos. Esta sempre foi a filosofia do São Paulo. Mas depois que as disputas e rivalidades se acirraram, a coisa mudou. Tanto que trocaram o Vizolli, por um treinador de verdade o Baresi e o resultado já apareceu em dois anos seguidos. Mas na seleção não dá para encaixar este papo. Temos que entrar e ganhar. Ontem assisti o jogo todo e foi ridiculo. Ninguém jogou nada. O penalti do goleiro foi um absurdo. O meio de campo não existe e até o cracaço Ademilson sumiu.

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