Émerson: “Não vejo ninguém na seleção igual a mim”

Émerson foi um ícone para a posição de volante. Não pela sua quailidade, e ele tinha muita, mas pela função que cumpria em campo e que hoje, ao menos na seleção brasileira não existe mais.

O Brasil jogou por muito tempo com pelo menos um volante de contensão. Um cara forte, não necessariamente brucutu, mas de pegada. Que marcava como poucos e ficava como o verdadeiro cão de guarda na equipe.

Isso, claro, foi bem visto e ressaltado por Émerson em uma conversa informal que tivemos nesta tarde de quarta-feira.

“Não vejo ninguém que jogue como eu nessa seleção. Os meninos são bem mais leves e têm muito mais técnica e qualidade pra sair jogando com a bola”. Émerson lembra bem que é um momento de transição para o Brasil. “Nunca jogamos assim, é uma coisa nova para o Brasil. Sempre tivemos um jogador mais forte na marcação, Dunga, Mauro Silva, Edmilson e até mesmo eu, o Brasil tem que acostumar com esse novo estilo”.

Émerson tem razão. É um estilo novo de futebol ao qual o Brasil tem que se adequar. Os volantes não são mais de força e sim de técnica apurada com a bola. Isso dá mais qualidade a saída de bola, mas ao mesmo tempo bota mais carga de trabalho e pressão nos zagueiros.

Titular da seleção por muitos anos, Émerson viu apenas um nome próximo de fazer a função exercida por ele, Mauro Silva, Dunga e cia.

“Eles tentaram colocar o Sandro para fazer essa função, essa adaptação, mas não funcionou ainda. Talvez com o tempo, mas fisicamente são poucos jogadores com essas caracteristicas no Brasil”.

Para vocês o Brasil precisa de um novo cão de guarda ou precisa aprender a jogar sem ele?

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2 Responses to Émerson: “Não vejo ninguém na seleção igual a mim”

  1. Curti muito o teu comentário cara. Eu acho que talvez seja uma questão de evolução e o camisa 5 está realmente morrendo aos poucos…. As funções tendem a ser mais parecidas com o São Paulo de 2005 e as camisas passam a ser a 7 e a 8. (Usando as camisas como analogia para a função).

  2. Para mim, o volante de maior qualidade de marcação, o famoso cão de guarda, caminha para a extinção, no entanto, no atual momento, ainda tem espaço.

    Não sinto plena confiança no Lucas Leiva, como primeiro volante, tampouco fico animado com o Sandro, ex-Internacional e atualmente jogador do Tottenham (ING), pois o acho ainda cru e, na verdade, sem futebol que o qualifique para estar no grupo da seleção brasileira, falando honesta e sinceramente.

    Esse volante de contenção, ao estilo Émerson e Gilberto Silva, como o primeiro disse, em entrevista, está em falta no futebol brasileiro. Talvez seja, até por isso (poucas opções), a justificativa para a presença, já rotineira, do ex-colorado na seleção canarinha.

    Arouca, do Santos, não tem esse estilo, mas esteve jogando mais recuado nos últimos meses. Somente há pouco, quando o Muricy Ramalho deu oportunidade para o volante Adriano, “antiga” cria da base santista, foi que o ex-São Paulo e Fluminense voltou a atuar como segundo volante.

    Ralf, do Corinthians, e Willians, no Flamengo, seriam citados, por mim, como os dois melhores primeiros volantes em atividade no futebol nacional. Se bem que, agora, com a contratação do Airton (revelação flamenguista), ex-Benfica, este ficou com a missão de ficar mais recuado, enquanto que o outrora volante do Santo André ganhou mais liberdade para o apoio, algo que ele fazia bem, até que fora improvisado como cão de guarda, em razão da contusão do chileno Claudio Maldonado.

    Respondendo a pergunta: Sim, o Brasil precisa ter um grande cão de guarda em seu elenco, no momento atual. Pode até não ser titular, já que não vejo alguém que esteja merecendo tal prêmio.

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