Henrique de saída?

A volta de Henrique da seleção Sub-20 dizendo que não joga mais pelo São Paulo pegou muita gente de surpresa, mas com certeza não surpreendeu os dirigentes do São Paulo.

O acontecimento já era esperado e agora trata-se de uma questão de conversar e acertar os ponteiros.

Essa história começa cerca de dois anos atrás, após a Copa São Paulo de Futebol Junior de 2009, da qual Henrique foi o vice-artilheiro com oito gols, sendo o artilheiro o Bernardo, do Cruzeiro e que hoje atua no Vasco, com nove.

Nesse momento Henrique era a grande estrela tricolor. Vinha com a moral de ter sido o protagonista e artilheiro do São Paulo em várias competições de todas as categorias pela qual passou e de suas convocações para a seleção, onde brilhou ao lado de Oscar muitas vezes.

Mesmo assim Henrique subiu ao profissional com os olhares desconfiados de muitos. Correm boatos de que se ouvia de diretores que o jogador era muito baixo, que não iria vingar. Acho que ninguém gosta de ouvir isso.

As chances nesses dois anos e meio foram poucas, mas isso é natural para um atleta que está sendo promovido.

Foi emprestado para o Vitória onde teve um bom desempenho, mas voltou ao São Paulo e continuou sem ter uma sequência de jogos.

O tempo passa e o São Paulo, mesmo sem ter referência no ataque, não dá chances para o jogador. O São Paulo ainda contrata William José, do Barueri, atleta que tem a mesma idade de Henrique, mas que ganha dez vezes mais. Enquanto Henrique recebe cerca de R$ 7.500, William ganha R$ 75 mil e pra piorar, nenhum dos dois é relacionado para a Copa Sul-Americana.

Qual a valorização que o jogador acha que tem no São Paulo?

Henrique tem propostas, inclusive de fora do Brasil, desde 2008, antes mesmo de brilhar na Copa São Paulo e dentro do próprio São Paulo se sente subvalorizado, sem chances. E o medo de o tempo passar e ele chegar aos 23 anos sem chances na equipe? Henrique já está com 20 e ainda sem projeção no São Paulo.

Agora, destaque do Mundial Sub-20, uma competição de grande repercussão mundial, o que o atleta mais quer é ser valorizado e ter a chance de mostrar serviço.

Nessa noite os representantes de Henrique vão se encontrar com diretores do São Paulo e definir o futuro do atacante, que deve receber um aumento (merecido) e continuar no tricolor.

Apenas é claramente desnecessária toda essa picuinha judicial. Que fique claro que não concordo com a atitude do Henrique, apenas expus os pontos que fazem com que ele acabe fazendo as coisas dessa maneira.

Acho que o atleta deve muito ao São Paulo por ter lhe dado a chance de chegar até onde chegou e que se quer sair, deve arcar com os compromissos que firmou com o clube.

No entanto entendo seu medo e a sua preocupação, não deve ser fácil trabalhar em um lugar e não ter uma perspectiva de futuro e ao mesmo tempo ver colegas de equipe brilhando em outros times, como Oscar no Inter e até os garotos mais novos já trilhando um caminho no futebol profissional.

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One Response to Henrique de saída?

  1. Esse rapaz, desde que subiu para o profissional, em fevereiro de 2009 (após a Copa São Paulo daquele ano) ou alguns poucos meses depois, nunca conseguiu se firmar no futebol profissional.

    O Mundial sub-20 foi a única competição (de apenas 7 jogos – ele já fez bem mais que isso, atuando por São Paulo FC e EC Vitória, juntos) na qual ele teve algum destaque. E é fácil entender o porquê: basta olhar para o nome do torneio: Mundial SUB-20. Isso mesmo, sub-20. Henrique Caixeta ainda não reúne condições de ser alguém no meio dos “cachorro grandes”, isto é, aguentar o tranco do profissional. Para duelar contra outros jovens de sua idade, aí sim, o seu desempenho fica de razoável a bom, porém, mesmo assim, muito mais para “razoável” que para “bom”.

    O recebimento da Bola de Ouro do Mundial, que consagrou o pentacampeonato canarinho, foi, para mim, um absurdo. Uma grande piada. Este rapaz, apesar de ter feito, se não me engano, seis gols, não foi sequer o maior destaque do Brasil na competição, que dirá o grande nome do torneio.

    Ao contrário de Oscar, cuja saída via judicial, no início de 2010, eu lamentei, pois sabia que ele é dono de um bom talento ainda não lapidado à época, não faria o mesmo com relação à uma possível saída do “dourado” Henrique, cujo futebol é medíocre (= mediano).

    Fiquei incomodado com suas recentes manifestações sacanas, alegando, inclusive, ilegalidade contratual, algo que logicamente vem da cabeça de seu empresário, Giuliano Bertolucci, e o atacante, como quem usa o twitter, “retuitou” o pensamento daquele. Quanto oportunismo, né? Quando teve um mínimo de destaque, quis pôr as asinhas de fora e questionar aquele (o clube) que sempre respeitou tudo o que foi acordado em contrato, aceito de bom grado por todas as partes quando assinado.

    Se verdade que ele, inclusive, foi testemunha do “caso Oscar”, ano passado, fico ainda mais indignado com este cidadãozinho, que é natural de Brasília, curiosamente um reduto de “pilantras” (não generalizando, ok?), por sinal.

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