São Paulo surpreende, faz três gols nos cinco minutos finais e é campeão paulista sub-20

Um jogo para ficar na história e na memória dos são-paulinos.

Neste sábado o São Paulo decidiu o título do Paulista sub-20 contra o Mogi Mirim, em Mogi. Perdendo por 3 a 0 até os 41 minutos do segundo tempo, o tricolor fez o que parecia impossível: marcou três gols, empatou o jogo e conquistou o título.

No jogo de ida, em Cotia, o São Paulo passeou no primeiro tempo e rapidamente abriu 3 a 0 de vantagem. Com um gol de pênalti, o Mogi diminuiu, no primeiro jogo. Esse resultado deu ao São Paulo a vantagem de poder perder por até um gol neste jogo da volta.

No entanto o Mogi Mirim queria muito o título. Logo no primeiro ataque Ronei fez boa jogada na linha de fundo e tocou para Jorge Elias abrir o marcador.

Aos 25 minutos o Mogi Mirim chegou ao segundo gol, dessa vez marcado por Ronei, que saiu na cara de Richard e deu um toque por cima do goleiro para marcar.

O resultado levaria a partida para os pênaltis.

No segundo tempo, por volta dos 20 minutos, Bruno Catanhede cometeu um pênalti infantil e o Mogi Mirim fez 3 a 0 na cobrança, resultado que dava o título ao time do interior.

Sérgio Baresi, pouco depois, fez a mudança que pode ter decidido o jogo: tirou Bruno e colocou Ademilson, destaque do São Paulo e da seleção brasileira sub-17.

O tempo foi passando e a mudança parecia não surtir efeito. Com a boa vitória, os torcedores do Mogi já festejavam o título. Os jogadores já vibravam como campeões, toda vez que a bola parava.

Tudo isso teria sentido, se o tricolor não resolvesse fazer história nos cinco minutos finais do jogo.

Apenas aos 42 minutos, Alfredo recebeu na entrada da área e chutou forte, no canto do goleiro, diminuindo para o São Paulo e colocando a decisão nos pênaltis.

Por ter sido um gol tão tardio, os dois treinadores talvez já estivessem pensando na decisão feita da marca da cal.

Ademilson, que entrou no segundo tempo, tinha planos diferentes.

Aos 45 minutos ele tocou para Alfredo, que chutou na saída do goleiro. A zaga rebateu e o próprio Ademilson apareceu para pegar o rebote. Ele olhou, escolheu e colocou a bola no canto vazio do gol do Mogi Mirim.

Tava eu e o Dener na bola e ai eu gritei: EU!. Fui sozinho pra bola, olhei pro gol, vi que tinha um cantinho vazio e coloquei”, comentou Ademilson sobre seu gol, talvez o mais importante da sua carreira até agora.

Muita festa dos jogadores do São Paulo, que com o gol garantiam o título.

Parecia de bom tamanho, fazer dois gols em menos de cinco minutos

Só restava esperar o tempo acrescido acabar para os jogadores são-paulinos comemorarem o título estadual da categoria sub-20.

Precisando de um gol e com apenas três minutos no relógio, o Mogi partiu com tudo pra cima.

A afobação custou. João Felipe roubou a bola na zaga e tocou para Ademilson, ele armou o contra-ataque que terminou com o gol de Alfredo, o gol de empate do São Paulo.

O que poucos poderiam imaginar aconteceu: em pouco mais de cinco minutos o São Paulo marcou três gols, empatou o jogo e garantiu o título do Paulista sub-20.

Alfredo, autor de dois gols na grande final, terminou o torneio com 19 e foi o artilheiro isolado da competição. Ademilson, que marcou o gol que tirou a decisão da disputa de pênaltis, marcou apenas um, mas de suma importância.

O São Paulo conquistou seu sexto título do Paulista sub-20. O último havia sido em 2000, 11 anos atrás. Neste ano o São Paulo perdeu apenas cinco vezes nos 24 jogos da competição. O Mogi Mirim, no entanto, perdeu só uma, justamente o primeiro jogo da final, que custou o título.

Confira os gols do jogo:

 

About Gabriel Fuhrmann

Jornalista formado desde 2011, especializado em futebol de base. Repórter da São Paulo FC Digital
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5 Responses to São Paulo surpreende, faz três gols nos cinco minutos finais e é campeão paulista sub-20

  1. helder9 says:

    Jogo pra testar o coração!

  2. PARABÉNS AOS ATLETAS DO NOSSO TRICOLOR, QUE HONROU A SACRO SANTA CAMISA DO SÃO PAULO FUTEBOL CLUBE. AO CONTRÁRIO DO TIME PROFISSIONAL OS GAROTOS DEMONSTRARAM RAÇA E COMPETÊNCIA, ME CHAMOU A ATENÇÃO NESSES DOIS JOGOS O MARCEL, REGIS, ALFREDO, CLAITON E LÓGICO A JÓIA RARA QUE PARECE ESTAR SURGINDO “ADEMILSON”.
    ABRAÇOS.

  3. Vi o jogo e comemorei demais cada um dos gols do São Paulo, que despencaram depois dos 41 minutos do 2º tempo, assim como a chuva que caiu em Mogi ao fim do primeiro tempo

    Sofri por cerca de 82 minutos, chateado com a atuação do Tricolorzinho sub-20, mas, felizmente, quase no apagar dos luzes, vieram os gols que Alfredo, especialmente, estava devendo nestes duelos finais.

    O início de jogo mostrou um Mogi ligado nos 220V, buscando diminuir a vantagem são-paulina, construída em Cotia, o mais rápido possível. O lado esquerdo de ataque da equipe do interior, que é o nosso direito defensivo, era um perigo. Lucas Mendes não conseguia, sozinho, dar conta da marcação, e foi por ali que surgiu o primeiro gol do time mandante, logo aos 4 minutos. Então, a partir daí, vinha sempre um dos homens de meio (se não me engano, era João Felipe quem caía mais pela direita, para ajudar) e, por vezes, até Cantanhede também fechava por ali, quando o time não estava com a posse de bola.

    Após abrir o placar, o Mogi se acalmou um pouco e o jogo tomou contornos normais, isto é, apresentando o equilíbrio que se esperava. O São Paulo tocava a bola, mas não conseguia encontrar seus atacantes em boas condições, sobretudo Alfredo, por estar bem marcado ou então por próprio demérito deste, que não tratou de se livrar de alguma forma de seu marcador nos 45 minutos iniciais. Esteve sumido demais.

    Régis era o único sopro de qualidade do time no primeiro tempo. É um meia-atacante que tem estilo similar ao Lucas, ou seja, com um futebol baseado na velocidade e esperteza na condução de bola, enquanto investe em arrancadas com a bola dominada. Não é tão talentoso quanto o ex-Marcelinho, obviamente, mas merece ser observado no próximo ano, no CT da Barra Funda, em um período de testes, na minha opinião.

    O Mogi, assim como o São Paulo, é um time que toca bem a bola e foi nesta sua qualidade, por meio de uma tabelinha muito bem trabalhada entre seus jogadores ofensivos, que o Sapo chegou ao segundo gol, em um instante no qual a partida não se desenhava para qualquer alteração no placar, visto que, como dito, o jogo parecia entrar naquela fase de “estudo” entre os times. Porém, por absoluto mérito de seus atletas, mas, em especial, do Ronei ou (Roni, não sei), que é um rapaz que joga bem, mas nada abusivamente melhor quando comparado aos demais, ampliou o marcador.

    O dois a zero foi péssimo para o São Paulo, que viu toda a sua vantagem ir embora aos 25 minutos do primeiro tempo. Eu, confesso, pensava que este placar daria o título para o Mogi, pois achava que o regulamento era o mesmo dos Paulistas sub-15 e sub-17, que premia a equipe de melhor campanha, porém dei graças a Deus quando soube que não – que a igualdade no saldo de gols, no conjunto das duas partidas, levaria a decisão às penalidades. Pensei comigo: “Ufa… pelo menos, com esse placar, ainda dá pra levar pros pênaltis… e nós temos Richard”.

    O Tricolor teve duas chances, no primeiro tempo, para diminuir o placar. Na primeira delas, após uma bola levantada na área do Mogi, algum são-paulino a desviou no 1º pau, propiciando a Dener, que estava posicionado no 2º pau, sozinho, receber a bola em boas condições para o arremate. Entretanto, ele concluiu mal, chutando mais com a parte externa do pé que com a de dentro, que era o movimento de chute necessário para fazer a bola balançar as redes adversárias.

    Na segunda oportunidade de ouro, Régis recebeu um lançamento primoroso, que partiu do nosso campo de defesa, e, enquanto corria, matou a bola no peito, chegando em alta velocidade rumo à meta do goleiro do Mogi. Não digo que concluiu de forma péssima (quis colocar a bola no meio das pernas do arqueiro, que, naquela situação, buscando aumentar a sua área corporal, esticou seu corpo em forma de crucifixo, de forma correta, como faz um porteiro no futsal), mas o fato é que perdeu um gol feito. O goleiro teve sorte, pelo fato de a bola resvalar em suas pernas e não tomar, mesmo assim, a direção de suas redes, mas sim a da linha de fundo.

    Terminado o primeiro tempo, surgiu outra preocupação. O tempo, em Mogi, sinalizava que vinha uma forte chuva. Seria mais um complicador, para ambos os times. E foi o que aconteceu na segunda etapa. Aliada à chuva, o vento prejudicou demais o desenrolar da peleja, no entanto, sobretudo a equipe mandante, pois ia de encontro ao gol defendido pelo seu arqueiro. Os tiros de meta que este cobrava sequer chegava à linha divisória do meiocampo e era comum as vezes na qual o São Paulo retomava a posse de bola já próximo à grande área do Mogi. O Tricolor passou bastante tempo no campo de ataque, porém da mesma forma que o vento atrapalhava o Sapo, também melava as tentativas são-paulinas de organizar jogadas de ataque . Quando um jogador tentava um lançamento de 10 metros para o companheiro, a bola era levada para 2 metros a frente do local aonde o atleta pretendia endereçar-la. Tava difícil.

    Ficou um jogo estranho por uns 20 minutos, quando o vento acalmou um pouco e a única dificuldade passou a ser apenas o campo molhado/escorregadio. E foi este fator que acabou pregando uma peça no SPFC. Em uma jogada ofensiva do Mogi, Bruno Cantanhede, que voltou pra ajudar na bola aérea, foi afoito na marcação de um jogador adversário, que ia cruzar a bola perigosamente, e terminou derrubando-o. Pênalti claríssimo! Bem convertido. O três a zero, aos 25 minutos do 2º tempo, foi duro de assimilar.

    Eu fiquei muito nervoso e o time em campo também. Xingava cada erro ou cada opção de jogada que, na minha opinião, não era mais correta. Mas o que me indignava mesmo foi a total falta de inspiração sao-paulina nos 15 minutos seguintes ao terceiro gol do adversário. Pouquíssimo se criava. O lance mais “perigoso”, se bem me recordo, foi um chute de longa distância de Dener, todavia bem defendido pelo arqueiro rival. Baresi trocou peças, mas não se via nada diferente. O Tricolor parecia sem poder de reação algum.

    Chegaram os 40 minutos e o futebol pobre do São Paulo sinalizava a enorme possibilidade de consagração adversária. Apesar de quase que totalmente descrente quanto a possibilidade de um fator novo acontecer, isto é, um gol tricolor, ainda me permitia ter uma ponta de esperança, do tipo “vai que um zagueiro escorrega e a bola sobra pro Alfredo ou Ademílson…”.

    E foi em uma jogada pela direita, que Alfredo recebeu um passe simples, girou sobre seu marcador, e bateu com categoria no canto direito do goleiro. “É gol, p***!”
    Daí, pensei: “Richard, é com você, filho”! Com o 3 a 1, no placar, já comecei a me preparar emocionalmente para a disputa nas penalidades, ignorando que ainda havia jogo. Porém rapidamente voltei a fixar os olhos no que via, pois a partida ficou muito aberta. O São Paulo seguiu atacando loucamente e deixava dois atacantes do Mogi contra dois defensores seus, no mano a mano. Estava para matar ou morrer.

    Felizmente, fomos nós quem matamos e o Mogi foi quem morreu. Em jogada iniciada pelo Ademílson, que percebeu o deslocamento de Alfredo e tão logo o acionou, o artilheiro tocou com a parte de fora do pé na saída do goleiro, na tentativa de fazer o gol. Conclusão que se mostrou equivocada, pois a bola, se não fosse desviada por alguém na sequência do lance, iria sair pela linha de fundo. No entanto, agradeço enormemente ao defensor do Mogi que tentou cortar o curso dela e, então, a deixou na pinta para Ademílson, que acompanhou o lance pelo meio da grande área, bater de chapa no cantinho. O 3 a 2 parecia um sonho. Estávamos sendo derrotados, mas o título era nosso.

    O jogo reiniciou, com o Mogi vindo pra cima totalmente, claro. E, um contra-ataque, Alfredo foi bem acionado pelo João Felipe, se não me engano, então, avançou com a bola dominada e definiu, sem muita força, mas sim jeito, levando o resultado do jogo ao inacreditável 3 a 3. Impressionante! Naquele momento, sequer perdíamos o jogo. Conquistávamos o título e, apesar de tudo o que se sucedeu na partida, comemoraríamos a conquista com um tempero a mais – sem ter sido derrotado.

    Foi épico esse final de sub-20! Minha maior alegria em 2011 foi esta, com o São Paulo FC.

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  5. João Batista Gomes says:

    Gabriel, parabens pela ótima cobertura neste ano nas Categorias de base ,
    valorizou e informou bastante aqueles que gosta do Futebol de Base de SP.

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