São Paulo e Internacional chegaram a um acordo que encerrou qualquer vínculo entre o clube paulista e o jovem meia, mas o grande vilão dessa história ainda pode sair ileso
Foi uma novela longa envolvendo Oscar, São Paulo, Internacional e Giuliano Bertolucci. Mais de um ano de brigas e capítulos intermináveis em uma história na qual não existem bons moços, diga-se de passagem.
A trama chegou ao fim nesta quarta-feira, quando o São Paulo aceitou o valor de 15 milhões de reais do Internacional pelo meia-atacante e esse é o fim. Um fim trágico, pois mais uma vez pode deixar ileso o grande vilão. O bem nem sempre vence o mal, muito embora não houvesse de fato um “bem’ nesse caso.
Não há clube bonzinho, partimos diretamente desse princípio nessa dissertação. Mantenham isso em mente enquanto continuam a leitura. Não esqueçam nem por um segundo: NÃO EXISTE CLUBE BONZINHO, benevolência não está na lista dos times de futebol.
O empresário Giuliano Bertolucci, nada mais do que uma armadura para Kia Joorabichian, conseguiu convencer Oscar a deixar o São Paulo. Claro que ele não queria pagar por isso. Aliás, muito pelo contrário. O objetivo de Bertolucci era receber por esse desserviço.
Ele conseguiu o que queria antes de todo mundo. Para ele essa história já havia se encerrado muito tempo atrás, quando guardou os milhões em sua conta ou os enviou para a Inglaterra ou Portugal.
Bertolucci não foi atrás de qualquer atleta. Ele só falou com aqueles que tinham outros times interessados. Casemiro, Piazon, Wellington, Oscar, Diogo e até Henrique. Apenas aqueles que de uma forma ou de outra já tinham se destacado nas categorias de base do clube e da seleção brasileira.
A ideia é simples. Tirar ele de graça da equipe e vender por um preço que não corresponde ao valor do jogador para outro time.
Bertolucci se deu bem, já que ficou com ao menos 10% do valor pelo qual Oscar vendeu 40% dos seus direitos econômicos ao Inter, que é de cerca de US$ 3mi. Por fim sabemos que não é só isso, que o empresário não iria querer só 10% por todo o trabalho de evitar que o Inter ou Oscar pagassem a rescisão do atleta.
Agora o acordo saiu, para Oscar não ter mais vínculo com o São Paulo, os paulistas têm que receber RS$ 15mi. Bem abaixo dor real valor do atleta, mas aceito pelo tricolor.
O que se espera mesmo é que Bertolucci e Inter arquem juntos com essa despesa. Se os colorados pagarem sozinhos, o maior vilão dessa história sairá totalmente ileso e com o objetivo de ganhar uma grana em cima da ingenuidade do atleta cumprido.
O que se queria na verdade é uma punição severa para o empresário, como por exemplo a cassação da sua atuação com atletas. O que ele fez é coisa de gente sem caráter e no futebol temos muitas pessoas assim.
O que vale lembrar é que se os clubes fossem bonzinhos e não contratassem atletas que vivem essa situações em seus times, esse tipo de empresário perderia espaço. Infelizmente sabemos que é lei da selva no futebol brasileiro e todo mundo quer se dar bem, não importa ferindo quem.
Não tinha qualquer ligação Gustavo. Bruno Petri é um grande treinador infantil e provavelmente não seguiu alguma ordem de alguém lá de dentro (provavelmente Geraldo, diretor da base) e por isso foi queimado.
Petri foi várias vezes elogiados por vários de seus atletas, que sempre afirmaram que o treinador nunca se envolveu com assunto de empresários. A mesma mentira, mas usando o Grupo Sonda, foi usada para justifica a não escalação e depois a dispensa de jogadores também, que depois provaram não ter nada a ver com o tal esquema.
Olá Gabriel!
Descobri hoje sua página, é excelente! Parabéns!
Chamou minha atenção um comentário seu em uma publicação do começo do ano, em que você disse que Bruno Petri não fazia parte dos esquemas do Bertolucci.
Em 2010, o Blog do Paulinho afirmou o contrário: o treinador seria um dos aliciadores, junto com um tal Paulo Sérgio Tognasini.
Afinal, Bruno Petri era ligado ao esquema? Se não, por que foi demitido?
Abraço