Brasil e Peru jogam a vida pelo Sul-Americano sub-20

As equipes têm campanhas idênticas na competição e lutam pela classificação. Os peruanos sofreram dura derrota e vem com um time modificado para o jogo decisivo

Nesta sexta-feira, às 21h, Brasil e Peru definem quem vão ser as três equipes do Grupo B, classificadas para a fase final do Sul-Americano Sub-20.

Pouco antes, às 18h45, o Uruguai quer garantir a sua classificação contra a Venezuela, que precisa vencer para avançar. O time celeste pode perder por até um gol de diferença, que seguirá na competição, mas a derrota uruguaia complicaria muito as chances de Brasil e Peru.

As probabilidades

Caso a Venezuela vença o Uruguai por apenas um gol de diferença, o Brasil não terá opção: a vitória sobre o Peru será a única forma de avançar a fase final e ainda passará como primeiro do grupo.

Caso haja vitória celeste, empate ou a Venezuela vença por mais de um gol de diferença, um empate com dois ou mais gols de diferença colocará tanto Brasil, quanto o Peru na fase final, tirando os equatorianos ou até os uruguaios.

Se perder ou empatar sem gols com o Peru, o Brasil está eliminado da competição. Em caso de um empate com apenas um gol, Brasil e Equador definirão o classificado em sorteio, pois suas campanhas serão idênticas.

O Brasil

Sem empolgar ainda na competição, a Seleção Brasileira deve manter o esquema usado na vitória por 1 a 0 sobre a Venezuela. Mesmo com um gol mal anulado do zagueiro Dória e tendo algumas boas chances, ficou claro que a Seleção pode apresentar um futebol bem mais envolvente.

Uma das saídas é colocar o meio-campista Rafinha Alcântara mais avançado. O jogador do Barcelona jogou praticamente na mesma linha do volante Misael, o que prejudica muito o aproveitamento das suas principais características. De drible fácil e um chute preciso de fora da área, Rafinha seria muito mais útil abrindo o jogo pelos lados ou na intermediária.

O Brasil deve ir a campo com L. Gustavo, Igor Julião, Luan, Dória e Mansur; Misael, Lucas Cândido, Rafinha e Felipe Anderson; Marcos Junio e Bruno Mendes.

O adversário

Os peruanos são um risco grande para o Brasil e têm nomes que podem atrapalhar os planos do tetracampeonato consecutivo do time canarinho.

No entanto, a equipe vem de uma dura derrota para o Equador. Depois de abrir o marcador em cobrança de pênalti, o Peru acabou cedendo a virada em duas falhas do goleiro Angelo Campos. Os dois gols equatorianos aconteceram nos dez minutos finais.

Mesmo com as falhas, o arqueiro deve ser titular na noite de hoje contra o Brasil. O time ainda tem duas baixas da partida anterior: os defensores Renato Tápia e Max Barrios, ambos suspensos.

Isso é uma vantagem para o Brasil, pois Barrios é o zagueiro mais promissor da equipe. Aos 17 anos (um dos mais jovens da competição), chegou a abandonar a equipe sub-20 devido a problemas familiares que o levaram a um quadro leve de depressão. De volta a equipe depois de cinco dias fora da preparação para o torneio, tornou-se titular absoluto. Com 1,90m de altura, Barrios é um monstro da jogada aérea.

A escalação do contestado Daniel Ahmed será: Campos; Chávez, Ortiz, Araujo e Gómez; Cartagena, Guarderas, Benavente e Flores; Reyna e Deza.

A escalação mostra que Ahmed mudou toda a sua linha ofensiva desde a última partida. Saíram Victor Cedrón e Andy Polo para a entrada de Edison Flores e Jean Deza. Olho em todos eles, já que Andy Polo deve entrar no segundo tempo dependendo do desenrolar do confronto.

Muitos torcedores contestam a saída do meia-atacante Andy Polo, que jogou fora de posição contra o Equador. Contrariando a análise da torcida,  o time peruano melhorou com as mudanças promovidas pelo técnico na dramática derrota. Ele colocou justamente Edison Flores e Deza, a mesma alteração que faz para a partida contra o Brasil.

Ambos tiveram grande participação e junto com Reyna e Benavente, conseguiram mudar o panorama. Até então os equatorianos tinham controle e haviam perdido algumas chances.

Flores serviu Reyna duas vezes, mas o atacante perdeu ambas as chances. Depois, em uma jogada inteligente de Benavente, que atua no Real Madrid, o próprio Reyna sofreu o pênalti, que em cobrança de Jean Deza deu a vantagem aos peruanos.

Aliás, é bom os zagueiros brasileiros tomarem muito cuidado em suas chegadas mais bruscas. O Peru sofreu pênaltis em todas as partidas do Sul-Americano e todos foram convertidos. Dois por Benavente e um por Deza.

Para vencer, Émerson deve marcar bem no meio-campo, evitando a armação de jogadas por Benavente e pelo incansável Flores, que podem fazer a diferença servindo os velozes Jean Deza e Yordy Reyna.

Saiba um pouco mais sobre as armas do time peruano na matéria feita antes do começo da competição: As barreiras do tetra

 

 

About Gabriel Fuhrmann

Jornalista formado desde 2011, especializado em futebol de base. Repórter da São Paulo FC Digital
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