Renê Simões e Adalberto Baptista esclarecem casos Wellington Foguete e Thiago Mosquito

Neste domingo, Gabriel Fuhrmann e Flávio Prado ouviram o lado tricolor e cruz-maltino do caso Foguete. Ouça como foi essa entrevista, com os representantes dos dois times

No programa Comentarista do Plantão, da rádio Jovem Pan, Gabriel Fuhrmann colocou juntos Adalberto Baptista e Renê Simões, representantes de São Paulo e Vasco, para comentarem a polêmica contratação de Wellington Foguete pelo time paulista.

Após uma decisão judicial liberar o atleta do vínculo com o Vasco da Gama, o São Paulo rapidamente assinou com o jovem lateral da Seleção Brasileira. Isso motivou um boicote ao tricolor paulista no clube carioca, que garante, houve aliciamento no caso.

Renê Simões, que hoje é dirigente no Vasco, inclusive, esteve no São Paulo em uma situação muito parecida, quando o tricolor paulista quase contratou o atacante vascaíno Thiago Mosquito e afirmou que em nenhum dos dois casos havia qualquer atitude fora de lei.

“Vou voltar um pouquinho tempo. Eu estava no São Paulo quando o Mosquito foi contratado e como disse na época, não havia nenhuma ilegalidade”, disse Renê. “O João Paulo (de Jesus Lopes) contratou o jogador sem saber dessas coisas e eu dizia que não há absolutamente nada ilegal, o que há é um compromisso ético e moral entre os coordenadores de base do Brasil. Um compromisso que deve haver entre os clubes, se não criamos o Real Madrid e o Barcelona do futebol brasileiro e acabou os outros clubes”.

A similaridade dos casos é inegável e na época Renê Simões travou a contratação de Mosquito no São Paulo e hoje, afirmou que se estivesse do outro lado, não deixaria a transação envolvendo Foguete acontecer também.

“Eu não acho correto que a gente permita que empresários aliciem jogadores. Por isso na época não permiti a contratação do Mosquito e dessa forma, também não aceito a contratação do Foguete”, esclarece Renê Simões. “O Foguete foi aliciado, foi tirado de dentro de uma concentração, o time estava concentrado pra jogar e o jogador por si só não deixa o clube”.

Durante a conversa com Renê Simões, uma entrevista feita por Marcello Lima com João Paulo de Jesus Lopes foi ao ar. O diretor são-paulino disse que Foguete estava sem contrato há 40 dias e que devemos entender a situação do Renê, que deve estar angustiado, já que seu clube não paga nem o porteiro, segundo o diretor do São Paulo.

Também dando a versão são-paulina da história, Adalberto Baptista entrou ao vivo para comentar o caso Wellington Foguete.

“É uma questão muito complicada você falar de acordo entre clubes desiguais. Por um lado pode se falar dessa imoralidade, agora é complicado você cumprir com as suas obrigações e ser penalizado.”, disse Adalberto. “O menino havia procurado o Vasco diversas vezes e o Vasco não cumpria com uma ajuda de custo que tinha pactuado. O pai contratou um advogado e conseguiu, cerca de dois meses atrás, a liberação para o menino jogar onde quisesse”.

Adalberto Baptista fez questão de garantir que o São Paulo não usou qualquer artifício financeiro para “seduzir” o garoto e que não houve aliciamento: “Só acertamos financeiramente com ele depois de ele declarar que a opção seria o São Paulo. Eu posso afirmar que ninguém aliciou, que o que o pai fez foi procurar um advogado e a gente tem que entender que o menino, nessa situação, às vezes ganha mais do que o pai e a mãe juntos e atrapalha a família ficar um ou dois meses sem receber”.

O diretor são-paulino também lembrou do caso Thiago Mosquito e disse que o jogador foi o grande prejudicado da história toda, pois poderia estar em um clube de grande expressão como o São Paulo.

Renê Simões confirmou que, realmente, o Vasco deixou de cumprir suas obrigações com o atleta Wellington Foguete e por isso as atitudes a serem tomadas agora estão bem definidas.

“Ilegal ninguém fez absolutamente nada, mas moralmente a gente tem que pensar bem no que está fazendo”, disse o dirigente vascaíno. “Vamos fazer como fizemos com o Mosquito. Não vamos participar de nenhuma competição em que o São Paulo estiver. Quem aliciou o menino tem que vir falar com o Vasco da Gama”.

O caso Mosquito se encerrou com o jogador indo para o Atlético-PR. Depois de o Furacão ficar de fora de diversas competições de base por conta do boicote feito segundo o acordo de ética entre os clubes, o Vasco recebeu 750 mil reais, correspondente a transferência do jogador. Segundo Renê, a partir deste acordo, Mosquito e Atlético-PR estão liberados.

Ao final da entrevista, Renê reafirmou que não há nada ilegal no que o São Paulo fez e também não há nada que possa ser feito para que o Vasco tenha Foguete de volta, pois o clube realmente atrasou os salários do jovem. O objetivo é ter o mesmo desfecho que houve com Mosquito e se encerre em uma compensação financeira para o Vasco.

Clique aqui e ouça a entrevista completa. Vale a pena, nela Renê e Adalberto falam muito mais sobre o caso Foguete e o que aconteceu com Mosquito (a história toda, inclusive no Atlético-PR). Renê ainda comenta as dificuldades do Vasco, os erros dos clubes e a consequência de atitudes como a do São Paulo para o futebol brasileiro.

 

 

About Gabriel Fuhrmann

Jornalista formado desde 2011, especializado em futebol de base.
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2 Responses to Renê Simões e Adalberto Baptista esclarecem casos Wellington Foguete e Thiago Mosquito

  1. Fausto Silveira says:

    O René Simões prefere não enxergar que as opiniões dele também contém imoralidades. Se ele diz que o Foguete não entraria na justiça por conta própria, imagino que esperava que um garoto menor de idade não reclamasse de ficar sem salários. Isso não é imoral?
    Por outro lado o pacto entre os clubes seria aplicado de maneira imoral se fosse usado para impedir que jogadores que não recebem salários não conseguissem vaga em outros times grandes.
    O pacto entre os clubes só pode ser considerado como violado se o clube prejudicado estivesse cumprindo seus deveres de empregador.

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