Seleção Brasileira definida para disputa do Sul-Americano sub-17

O técnico Alexandre Gallo definiu a lista de 23 jogadores que defenderão o Brasil no Sul-Americano sub-17. A equipe já treina em Mendoza em busca do bi consecutivo

Atual campeão do Sul-Americano sub-17, o Brasil busca, com uma de suas gerações mais promissoras desde a equipe 92, manter a sua hegemonia na América do Sul.

Para isso o Brasil colocou o técnico Alexandre Gallo no comando e ele convocou 25 jogadores para treinamentos no começo de março. O treinador perdeu o lateral Foguete, do São Paulo e o goleiro Thiago, do Flamengo, por lesão. Além disso, desconvocou o meia Danilo, do Vasco, por deficiência física. Para seus lugares foram chamados Auro, do São Paulo, John e Thiago Maia dos Santos para completar o grupo, respectivamente. Os dois cortes de Gallo da lista inicial foram o atacante Yan Petter, do Internacional de Porto Alegre e volante Zé Augusto, do Grêmio.

Assim sendo, a lista, com a numeração, ficou assim:

Goleiros:

#1 Marcos (Fluminense)

#12 Carlos (Red Bull Brasil)

#22 John (Santos)

Zagueiros:

#3 Lucão (São Paulo)

#4 Eduardo (Internacional)

#14 Léo Mendes (Internacional)

#15 Lincoln (Flamengo)

#16 Léo Pereira (Atlético-PR)

Laterais:

#2 Jefferson (Ponte Preta)

#6 Abner (Coritiba)

#13 Auro (São Paulo)

#17 Matheus (Internacional)

Meias

#5 Gustavo Hebling (São Paulo)

#7 Robert (Fluminense)

#8 Boschilia (São Paulo)

#10 Matheus Índio (Vasco)

#18 Arthur (Grêmio)

#19 Thiago Maia (Santos)

Atacantes:

#9 Thiago Mosquito (Atlético-PR)

#11 Kennedy (Fluminense)

#20 Caio Rangel (Flamengo)

#21 Ewandro (São Paulo)

#23 Alisson (Internacional)

Se a numeração dada por Alexandre Gallo tiver algo a ver com o time que ele planeja (eu acredito que tenha), o Brasil vai começar o Sul-Americano bastante ofensivo, com apenas um volante de origem na equipe.

Seria algo como:

Marcos;

Jefferson, Lucão, Eduardo e Abner;

Gustavo Hebling

Robert, Índio, Boschillia;

Kennedy e Mosquito

Trata-se de um time que com certeza joga bastante pra frente, mas de certa forma também sobrecarrega o jovem são-paulino Gustavo Hebling, conhecido em Cotia como Pira.

Do meio pra frente tem tudo para ser uma equipe que dá show, mas que joga em um esquema bastante parecido com o da Seleção sub-17 que venceu o Sul-Americano de 2009.

No caso, as funções que eram de Adryan e Guilherme Costa, de Flamengo e Vasco, respectivamente, passaram a ser de Robert e Boschillia. Por sua vez, o que fazia Lucas Piazon, passará a ser responsabilidade do vascaíno Matheus Índio.

Muito habilidoso e tranquilo em campo, Índio não compartilha de muitas similaridades com Piazon, mas ambos têm um grande diferencial no domínio de bola e principalmente na qualidade do passe. O vascaíno é um organizador de jogo nato, que para e pensa a jogada, normalmente achando um passe mais plástico, mas eficiente para os atacantes. Piazon não é o maior fã de jogar assim, mas não dá pra negar que ele exerceu essa função, tanto no São Paulo, como na Seleção.

Do seu lado, com passadas largas e um potente e preciso chute de fora da área, está Gabriel Boschillia, ex-Guarani e atualmente no São Paulo. Nos amistosos da Seleção e durante a disputa da etapa nacional da Future Cup, o jovem meia, que tem uma pinta de ser um pouco esquentado, mostrou que está em dia com sua finalização e que as pernas compridas realmente são um diferencial.

Do outro está o jogador mais habilidoso do Brasil na categoria, o meia Robert, do Fluminense. A bola gruda no pé do jovem, que leva consigo a tendência de ser o “driblador” dessa Seleção. Ele pode e deve infernizar as defesas adversárias com sua habilidade.

Sem poder assistir muito, fica difícil dizer se Thiago Mosquito está em sua melhor forma, já que passou a ser boicotado pelo Vasco desde sua polêmica ida para o Furacão e não era mais convocado e nem participava de torneios oficiais. Mas se o meio de campo render o que pode, não precisará de muito esforço do artilheiro do Sul-Americano sub-15 de 2009.

Talvez fosse melhor para Gallo chamar algum nome que, assim como Kennedy, vive grande momento e tem colecionado artilharias. Seria o caso, por exemplo, de Bruno Gomes, que parece não ter motivo (a não ser político) para não aparecer nas listas da Seleção.

Kennedy, do Fluminense, vive um grande momento. Talvez até bem melhor do que vivia em 2009, quando disputou o Sul-Americano pela Seleção sub-15. Ele foi o principal jogador na Al Kass International Cup, gerando muitos comentários sobre seu futebol na imprensa internacional. Na ocasião, o Flu bateu o PSG nos pênaltis e tornou-se campeão.

Quem também se destacou no torneio foi o goleiro Marcos, que será titular da Seleção Brasileira. Ele foi decisivo em todos os jogos, mas especialmente contra o Real Madrid, ao pegar dois pênaltis do time merengue.

Contrário a sua numeração, está o time escalado por Gallo em amistosos, quando começou jogando com três atacantes. Seria a chance para o jovem Allisson, que se apresentou bem nas duas partidas amistosas: São Paulo e Portuguesa.

A velocidade na movimentação do jovem colorado agradou muito a todos. O impressionante chute de fora da área que aumentou a vantagem contra o Tricolor, em Cotia, também. Além disso ele também surpreendeu, se apresentando até para concluir de cabeça. É um nome que pode surgir, talvez no lugar de Boschillia ou Robert.

A estreia da Seleção será nesta quarta-feira, dia 3 de abril, contra o Chile, às 19h10. Depois disso o Brasil ainda encara Uruguai, Bolívia e Peru, pela primeira fase do Sul-Americano.

 

About Gabriel Fuhrmann

Jornalista formado desde 2011, especializado em futebol de base. Repórter da São Paulo FC Digital
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One Response to Seleção Brasileira definida para disputa do Sul-Americano sub-17

  1. Bruno Burlamaqui says:

    Vi jogo de estréia e, se o Thiago Mosquito realmente tem 17 anos (deve ter, pois imagino que já deva ter feito exame ósseo a pedido de alguém), visto que recordo de vários comentários questionadores de sua idade ainda em 2011 (assim como se fazia com o seu ex-companheiro de clube, Baiano), parece um atacante com qualidade acima da média na categoria. Faz bem o pivô e no mano a mano, de frente para o defensor, costuma levar vantagem. É uma pena, mais uma vez eu digo, que não tenha permanecido em Cotia, em razão da ética inflexível do Renê Simões que, à época, tinha poder pra mandar prender e soltar como diretor de futebol do clube, com foco inicial e especialmente na base naquele momento. Ademais, gostei do Kennedy, um atacante de beirada de campo com boa movimentação, força física já comparável a de um atleta profissional e tem uma boa qualidade com a bola nos pés. Não tenho dúvidas que o seu futuro breve é o time de cima do Fluminense. Faço o mesmo comentário, sem retirar uma vírgula, inclusive com relação às características, com relação ao lateral esquerdo Abner, do Coritiba. Quero vê-lo um pouco mais, todavia, para tirar melhores conclusões, mas me pareceu um lateral que honra a ocupação desta nobre posição, isto é, não peca bastante, o que é muito comum aos brasileiros, sobretudo quanto mais jovens forem, nas atribuições defensivas, que é a principal obrigação de quem se propõe a atuar pelos flancos, ao contrário do destro e baixinho Auro, por cujo lado vieram os principais lances de ataque do Chile. O zagueiro Lucas Cavalcante parece ser mais seguro que o seu companheiro de zaga, Matheus. O goleiro, apesar de só ter visto esta partida, na qual é verdade pouco trabalhou, demonstra ser mais seguro que os da última geração sub-17 (Charles e sobretudo Uilson, de Cruzeiro e Atlético Mineiro, respectivamente).

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