Em meio a estrelas do sub-17, lateral do Coxa desponta na Seleção Brasileira

Em meio a nomes muito badalados na Seleção Brasileira sub-17, como Robert, Índio, Boschilia e Mosquito, o grande destaque acabou ficando para Abner, do Coritiba

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Na Seleção Brasileira que disputa o Sul-Americano sub-17 o São Paulo teve cinco convocados, quatro convocados do Internacional, três do Fluminense, mas quem tem se destacado é o o lateral-esquerdo Abner, único convocado do Coritiba para o torneio.

O jovem tem se mostrado um dos mais completos em campo e surpreendendo aqueles que acreditam que jovens laterais, principalmente no Brasil, não sabem marcar. Na estreia contra o Chile foi disparado o melhor da Seleção em campo.

Contra o Uruguai mais uma boa atuação e a coroação veio no jogo contra a Bolívia. Abner aproveitou a sobra de bola depois do cruzamento do são-paulino Auro e marcou um lindo gol.

A joia, que está no Coxa desde 2011, pode também se tornar um dos principais jogadores da Seleção Brasileira. Até o momento, a evolução de Abner tem mostrado um atleta superior aos seus antecessores com a amarelinha, tanto no sub-17 quanto no sub-20.

Nessa lista podemos incluir Diogo e Henrique Miranda, do São Paulo e até Émerson Palmieri, do Santos, que era o lateral-esquerdo do último Sul-Americano sub-17 e chegou a jogar pelos profissionais do Santos.

E claro, no Coritiba as esperanças são grandes. Convocado para a Seleção desde as categorias sub-15, Abner já chega a dez convocações para defender o Brasil e claro, despertou o interesse de muitos clubes, tanto do Brasil, quanto no exterior.

Ninguém revela, mas segundo especulações, Manchester United, Inter de Milão, São Paulo e Internacional estão entre times que chegaram a sondar o atleta, entre 2011 e 2012.

Atualmente, Abner tem contrato com o Coxa até 2015 e declarou diversas vezes que não tem intenção de mudar de time tão cedo. Aos 16 anos, ele já participou da Copa São Paulo, um torneio sub-20 e mostrou que não se intimida. Na eliminação do time paranaense, ele foi o único a converter sua cobrança.

Disputando posição com Eltinho e Dênis, no time titular do Coritiba, não será surpresa se já tivermos a chance de assistir Abner atuando pelor profissionais, ainda em 2013.

Assista ao golaço de Abner contra a Bolívia (é o último gol do vídeo). Para constar, ele também quem dá o cruzamento para o segundo gol do Brasil

About Gabriel Fuhrmann

Jornalista formado desde 2011, especializado em futebol de base.
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One Response to Em meio a estrelas do sub-17, lateral do Coxa desponta na Seleção Brasileira

  1. Bruno Burlamaqui says:

    É verdade, Gabriel. O Abner tem sido o grande nome da seleção neste Sulamericano. É um jogador forte, de boas estatura e fôlego, e que demonstra desenvoltura com a bola nos pés.

    Já que você tocou no nome do Emerson Palmieri, também gostaria de destacar a minha admiração pelo que vi dele, em 2011, quando fez parte da seleção brasileira sub-17, semifinalista do último Mundial da categoria. Mostrou-se um lateral à moda antiga, isto é, que primeiramente marca e só avança na boa. Há quanto eu não via uma postura como esta em um jovem… Para mim que, tão logo ele tivesse as primeiras oportunidades com o Muricy, se firmaria no time profissional do Santos, porém minha expectativa não se confirmou.

    Todavia ainda não descarto que possa ver isto acontecer brevemente. É verdade é que o exemplo que irei dar é uma absoluta exceção à regra, mas gosto de lembrar. Acompanhei a Copa São Paulo de Juniores 2008 e gostei da intensidade de jogo do então time do Santos, que tinha como titulares o lateral esquerdo Thiago Carleto (que já figurava no time profissional santista à época), o atacante Tiago Luís (uma das apostas fracassadas do Wagner Ribeiro, quanto a vir se tornar um craque a nível mundial, junto com o Lulinha), assim como o Alemão (hoje é um reserva utilizado com frequência na Ponte Preta; tá recuperando-se na carreira) e o cara que me encantou pela incomum classe/categoria com a qual jogava no absolutamente ridículo gramado do estádio Nicolau Alayon – falo do Paulo Henrique Ganso. Neymar tinha 15 anos, era reserva e não significou nada naquela campanha, por isso não vale a pena destacá-lo.

    Tinha certeza cristalina de que o Ganso explodiria rapidamente. Mas não; demorou demais – um pouco mais que uma temporada inteira, aproximadamente. Achei que não iria vingar, porém o resto da história nós conhecemos. Ainda tenho esperanças que o mesmo possa acontecer com este Palmieri.

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