Seleção sub-17 paga o preço da politicagem no Sul-Americano

A campanha de uma das gerações mais promissoras desde a safra 91/92 está aquém do esperado no torneio continental, mas há uma explicação na convocação para isso

Muito se esperava da Seleção sub-17 do Brasil no Sul-Americano da categoria e não era por menos. Essa é considerada a geração mais promissora do país desde a turma 91/92, que contava com Coutinho, Neymar, Oscar, Wellington, Lucas, Wellington Nem, entre outros.

No entanto, o que se vê até o momento é uma Seleção com enorme dificuldade para concluir suas jogadas. Para transformar todo seu volume de jogo em gols.

O Brasil claramente sobra na qualidade de jogo em relação aos seus adversários, cria muitas oportunidades de gol e mostra muita eficiência na maioria das posições, destacando nomes como Abner, Auro, Boschilia, mas acaba pecando na hora de finalizar.

Curioso que isso aconteça, pois relacionada justamente a este quesito, foi a grande contestação a convocação do técnico Alexandre Gallo.

O Brasil paga o preço de não ter realmente chamado os melhores de cada posição na categoria e nesse caso falamos do ataque. Thiago Mosquito, embora creditado pela artilharia do Sul-Americano sub-15, estava longe de ser a melhor opção de centro-avante para a amarelinha.

Os quase dois anos praticamente afastado de competições oficiais tornou o desempenho do ex-vascaíno, atualmente no Atlético-PR uma verdadeira incógnita.

E o que vimos foi um jogador que, embora ainda mostre sua qualidade como atacante, ainda leve vantagem fisicamente sobre seus adversários e faça com maestria sua função de pivô, claramente não estava 100% com ritmo de jogo desde o início da competição.

Isso custou ao Brasil uma opção de homem de área no ataque. Mosquito não a desempenhou de fato enquanto pôde estar em campo e seus companheiros de time não tem essa característica.

Temos na própria geração /96 um outro nome que com certeza tem muito mais força: Bruno Gomes, do Desportivo Brasil e prometido ao Manchester United.

Antes da convocação Bruno vinha de uma grande fase, coroada com artilharias, como no Paulista sub-17 de 2012. Além disso disputou a Copa São Paulo, um torneio sub-20, com apenas 16 anos e suas boas e maduras atuações, mostraram que o atacante está muito mais pronto do que seus concorrentes na posição.

Enquanto Mosquito marcou dois gols no Sul-Americano e com uma lesão muscular talvez nem atue mais no torneio, Bruno Gomes segue sobrando no Brasil. Disputando pela segunda vez o Paulista sub-17, o jovem já tem cinco gols em três jogos e é artilheiro da competição.

A única explicação plausível, porém injusta, é de que motivos políticos impediram a convocação do jovem, que pode ser o futuro atacante do Manchester United. Uma pena, pois quem perde com isso é a Seleção Brasileira.

 

About Gabriel Fuhrmann

Jornalista formado desde 2011, especializado em futebol de base. Repórter da São Paulo FC Digital
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One Response to Seleção sub-17 paga o preço da politicagem no Sul-Americano

  1. Olho vivo says:

    Também com esses cariocas fominhas que são muito individualistas e só pensam em aparecer, vai ser dificil montar um grupo forte e vencedor

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