Vai o título e fica a lição – Seleção Brasileira é terceiro no Sul-Americano sub-17

O quinto título consecutivo não veio, o que pode ser considerado uma decepção para a geração vista como a mais promissora dos últimos anos, mas algo de bom tem

O título, que era tão esperado e tão acreditado, não veio. O Brasil tinha tudo para conquistar pela quinta vez consecutiva o Sul-Americano sub-17. Tinha em suas mãos a geração mais promissora dos últimos anos, atletas de alto nível e desempenho, mas não tinha o mais importante: um trabalho.

Que dessa derrota de garotos considerados tão talentosos, fique o aprendizado para a CBF, de que um trabalho, um programa, é necessário para alçar voos mais altos nas categorias de base. Sem isso, fica difícil acreditar que não estamos apenas estragando uma das melhores safras que o futebol brasileiro teve.

Gallo, apesar de ter seus erros na lista, não pode ser culpado. A culpa não é dele de ter que começar um projeto as pressas. De ter cerca de um mês para fazer a transição de treinador profissional do Náutico para treinador das Seleções Brasileiras de base. De nesse mesmo pouco tempo, ter que descobrir quem eram os melhores e visitar os clubes para entender como esses garotos estavam fisicamente.

Ele errou sim. Errou ao convocar Mosquito, parado por quase dois anos devido ao boicote promovido pelo Vasco e deixar de fora outros nomes mais fortes da categoria atualmente, como Joanderson e principalmente Bruno Gomes, o grande jogador de área no país na categoria. Errou em outros nomes também, que estavam aquém da Seleção, mas a culpa não é dele e muito menos desses jogadores.

A culpa é toda, 100% dela, todinha mesmo, da Confederação Brasileira de Futebol, que desde a saída de Ney Franco, demorou para começar um trabalho sério com as categorias e deixou a deriva uma geração que tinha tudo para não deixar nenhum título escapar.

E mesmo com tantas falhas administrativas, isso ficou claro durante a competição. O Brasil tinha volume de jogo, o Brasil criou muitas chances e se estivesse com mais sorte (ou com as finalizações mais afiadas) poderia ter levado o título com sobra.

Não precisamos mudar muito a história dos jogos para isso. Se Kenedy tivesse feito o gol sem goleiro contra o Paraguai, agora eu estaria falando sobre o Penta consecutivo.

Ele não fez, o título não veio, mas que fica a lição para a Confederação Brasileira de Futebol. Que espero que não deixe seu orgulho ou preguiça estragar os talentos que temos por vir.

About Gabriel Fuhrmann

Jornalista formado desde 2011, especializado em futebol de base. Repórter da São Paulo FC Digital
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One Response to Vai o título e fica a lição – Seleção Brasileira é terceiro no Sul-Americano sub-17

  1. Olho vivo says:

    Realmente está muito errado; Galo como técnico da base ainda mais as pressas não dá né; não se discute a competência; mas sim a vivência de quem acompanha as categorias de base do Brasil afora; a sub 17 já é quase profissional e não dá para ficar inventando; nem ter os famosos GATOS no meio.

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