Brasil encara a Eslováquia na estreia do Mundial sub-17

A Seleção Brasileira encara os eslovacos em sua primeira prova no Mundial sub-17. Conheça melhor o adversário brasileiro no pontapé inicial do torneio

Nesta quinta-feira, uma das gerações mais promissoras do futebol brasileiro fará a sua estreia na Copa do Mundo sub-17 e enfrentará um falso novato: a Eslováquia, que pela primeira vez jogará como uma Seleção independente na competição.

O talento individual da Seleção Brasileira é realmente o diferencial da equipe e assusta os eslovacos. Em entrevista para um jornal local, Jakub Hromada, principal jogador da Eslováquia e craque das categorias de base da Juventus (ITA), confessou a ansiedade por jogar contra o Brasil.

“O jogo que me dá mais ansiedade é contra o Brasil, sempre foi um sonho para mim enfrentar eles”, confessou o meio-campista. “Acredito que o jogo deles vá ser semelhante ao do Uruguai, de quem vencemos por 2 a 1 na pré-temporada, mas a qualidade individual dos atletas brasileiros parece ser bastante superior”.

Jakub Hromada, que lesionado não disputou a Eurocopa sub-17, é o principal reforço da Seleção da Eslováquia para o Mundial. Meio-campista armador, o jovem é um camisa 10 típico, gosta de recuar um pouco para ter mais espaço para criar jogadas e abusa dos lançamentos longos e médios para os companheiros de ataque.

Astro em seu clube, o promissor meio-campista é uma das principais apostas da Juventus e mesmo tendo apenas 17 anos, participa ativamente do time na Copa da Uefa sub-19. Hromada não é o único juventino na Seleção, o zagueiro Attila Varga é outro que desperta bastante interesse no time eslovaco.

Muito comparado com o lendário Pietro Vierchowod, ídolo da Sampdoria e da Seleção Italiana, o jovem é uma verdadeira sensação, na Juventus e na Seleção. Além da grande capacidade de parar bons atacantes (e ele terá muitos pra se preocupar contra o Brasil), o defensor de 1,90m representa grande perigo na jogada aérea.

Durante as eliminatórias europeias foi em um escanteio que Varga venceu a forte defesa suíça e deu início a reação dos anfitriões, que perdiam por 2 a 0 ainda no primeiro tempo. Outro bom destaque do time, o lateral-direito Martin Slaninka, que já atua entre os profissionais do MSK Zilina, arma de segundo tempo do técnico Ladislav Pecko, garantiu o empate já na segunda metade do jogo.

Quem também joga na Itália é o meia-atacante Lukás Haraslín, do Parma. Veloz e de ótima finalização, Haraslín é um dos principais nomes da Seleção e joga com a 17 por gosto, número que também usava em seu time, Slovan Bratislava, na Eslováquia.

E tem mais: a Seleção ainda conta com outro jogador “estrangeiro”, o meia-atacante Filip Lesniak, do Tottenham, que veste a camisa 7 e ajuda o time, tanto na marcação, quanto na armação de jogadas pelo meio-campo.

Por último, mas não menos importante, o trio do MSK Zilina está entre os mais experientes do torneio. Se Gallo não quer aproveitar seus jogadores que já tem cancha de profissional, ao dar a numeração de reserva para Gabriel Barbosa, o mesmo não pode se dizer de Pecko.

O Zilina tem cinco jogadores convocados e quatro deles formam um quarteto cheio de experiência: o zagueiro Dennis Vavro, o volante Miroslav Kacer, o atacante Lucas Cmelik e o lateral Martin Slaninka, já citado na matéria. Eles já atuam com os profissionais no campeonato eslováco desde o ano passado e chegam com muito mais conhecimento e maturidade em relação aos seus adversários.

A escalação do Brasil para o jogo segue uma incógnita. A numeração dada por Galo indica um time com: Marcos, Auro, Eduardo, Lucão e Abner; Danilo, Gustavo Hebling, Nathan e Boschillia; Caio Rangel e Thiago Mosquito.

No entanto seus treinos, tanto no Brasil quanto nos Emirados Árabes, podem ter mudado muita coisa.

Contra a Croácia, em um amistoso, Gallo poupou o lateral Auro e deu chance a Jefferson e até improvisou o zagueiro Léo Pereira, que é canhoto, o que indica que provavelmente ele foi pra zaga e algum dos outros zagueiros cobriu a função na direita. No entanto Auro deve manter a titularidade normalmente.

Outros testes também incluíram a troca de Danilo por Thiago Maia, o próprio Thiago Maia por Matheus Índio, o volante Gustavo pelo atacante Joanderson e o meio-campista Nathan pelo meia-atacante Gabigol, que fez o gol do empate em 1 a 1.

Em certo momento, durante o jogo, o time brasileiro foi: Marcos, Leo Pereira, Eduardo, Lucão e Abner; Índio, Gabigol, Caio Rangel, Boschillia e Mosquito. Não sei quem marcava nesse time e só pelas alterações, deu pra ver que não dá pra tirar muito disso.

Talvez Gabigol tenha ganho a vaga de Nathan, no mais, não acredito que o time fuja muito da escalação indicada pela numeração do técnico Alexandre Gallo.

O Brasil encara a Eslováquia na quinta-feira, 17 de outubro, às 10h, com transmissão da Band e do Sportv,

 

About Gabriel Fuhrmann

Jornalista formado desde 2011, especializado em futebol de base. Repórter da São Paulo FC Digital
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6 Responses to Brasil encara a Eslováquia na estreia do Mundial sub-17

  1. Gabriel Fuhrmann says:

    Ás vezes o esforço te leva além. Auro é aquém dos outros atletas do sub-17? Sim, tecnicamente ele realmente é, mas a garra que ele tem, só ele tem e isso faz dele o lateral da Seleção.

  2. Bruno Burlamaqui says:

    Não conheço o lateral esquerdo Inácio, que o São Paulo foi buscar no Vitória, se não me engano. Aliás, foi o próprio Gabriel Fuhrmann quem deu essa informação aqui no blog, em um post comentando com foco maior a vinda do sub-15 Rodrigo, ex-Bahia. Vou voltar algumas páginas pra ver se acho a matéria e assim tiro a dúvida. Será o Inácio melhor que o Gabriel Machado?

    Se este nosso sub-17 tivesse mais um ano inteiro para disputar esta categoria, contando com os reforços de Lucas Perri, assumindo a camisa 1 de maneira incontestável, e, com fé no Santo Paulo (torço bastante para que venha), Bruno Gomes, para envergar a número 9, seríamos um grande selecionado!

    É uma pena… pois dificilmente estes nomes todos voltarão a jogar juntos, pois ano que vem estarão fazendo parte do elenco sub-20, daí se misturarão com o que sobrou das gerações 95 e 94, tendo estes provavelmente a prioridade na formação da equipe pelo Sérgio Baresi.

    Dos nossos jogadores de seleção vejo no Auro o com menor chance de alcançar o profissionalismo e obter destaque no futuro breve. Tecnicamente não é um grande jogador (neste quesito, o Lucas Farias tem mais recursos; e olha como ele está jogado para além do escanteio dentre os profissionais), mas é esforçado (nesse ponto, tem mais vigor físico que o Farias). E creio que possa ser recompensado por isto daqui a alguns anos, quando estiver mais experiente e adaptado à ”pancada” do futebol dos homens.

  3. Gabriel Fuhrmann says:

    Pra mim teria haha

  4. Platão says:

    O São paulo sub 17 teria chance nesse mundial com esse time?:

    Lucas perri
    Lucão____________________Lucas kal
    Foguete_______________________________________Inácio

    Gustavo__________________Matheus queiroz

    _____________ Boschilia__________________

    Joanderson___________________Ewandro

    __________ Bruno gomes________________

  5. Platão says:

    Com dois homens abertos que possuem extrema habilidade e reforçando a marcação nas laterais junto com com abner e auro,o que faria uma defesa melhor como ainda o ataque também.E botaria o boschilia como um verdadeiro camisa dez,armando as jogadas da equipe.Sendo o joanderson o homem gol com ausência do kenedy

  6. Platão says:

    Minha escalação seria essa:

    Marcos
    lucão____________________Eduardo
    auro________________________________________Abner

    Gustavo_________________danilo

    ___________Boschilia_____________

    caio rangel_______________________Gabigol

    ________ Joanderson_______________

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