Dois eventos, duas lendas, duas injustiças e muito dinheiro que o UFC não verá de novo

Na noite do dia 28 de dezembro a luta entre Chris Weidman e Anderson Silva mais uma vez não terminou.

Se na primeira a vitória foi incógnita pela falha de Anderson Silva em deixar os pés paralelos, apesar da clara superioridade técnica em pé, na segunda uma lesão inesperada pode ter dado fim a carreira da maior lenda do Ultimate Fighting Championship.

As pessoas seguem sabendo que The Spider é bastante superior ao americano, inclusive o próprio lutador, mas nunca ninguém saberá o que teria acontecido se pudéssemos ver cinco rounds de Anderson Silva lutando com seriedade, na forma como venceu outros grandes lutadores, como Belfort, Rich Franklin, Forrest Griffin… sim, campeões do UFC que o Anderson transformou em iniciantes em suas lutas (menos o Belfort que fazia uma luta de igual pra igual).

O que isso tem a ver com o título do post? Já explico.

Anderson Silva e George St-Pierre são os maiores vendedores de Pay-Per-View do UFC. Dificilmente alguém vai se equiparar a eles, principalmente a Anderson, que mostrou talento sem precedentes no MMA, um cara que não só vencia os adversários, mas dava show, fazia uma luta empolgante.

Coincidentemente, St-Pierre e Spider fizeram os dois últimos eventos de série do UFC em 2013: UFC 167 e UFC 168 e os finais dos dois eventos, mesmo que de forma diferente, foram muito similares e terminaram com os dois maiores do UFC cogitando aposentadoria, em lutas com términos que deixaram dúvidas na mente das pessoas.

No UFC 167, George St-Pierre para muitos perdeu para o desafiante Johnny Hendricks, que se arrepende de não ter usado toda a sua força para nocautear o campeão. No UFC 168 uma fratura na perna não deixou a luta terminar como esperávamos e Weidman permaneceu campeão com dúvidas sobre sua real capacidade de vencer Anderson Silva.

Nem Anderson e nem St-Pierre mereciam terminar suas carreiras dessa forma. É uma injustiça com a história deles que a aposentadoria venha assim, com tantas dúvidas. Eles sempre foram absolutos no octógono e nunca deixaram qualquer espaço para que duvidassem de qualquer coisa.

Os fãs perderam, os lutadores perderam, mas quem perdeu mais foi o UFC, que viu seus dois maiores vendedores de Pay-Per-View deixarem os octógonos, mas permanecerem como fantasmas sobre o evento.

De hoje em diante sempre haverá a dúvida: e se… E se Anderson Silva tivesse ido em frente na luta. Já vimos ele perder o primeiro round inúmeras vezes e dar a volta por cima com facilidade nos rounds seguintes, por isso a vitória do Weidman no primeiro round não assustou ninguém. E se George St-Pierre tivesse perdido na decisão e se Hendricks tivesse usado 100% em vez de 70% da força?

Provavelmente nós jamais saberemos as respostas. Provavelmente o UFC nunca vá achar dois lutadores como esses. Provavelmente o MMA nunca mais será o mesmo.

 

 

About Gabriel Fuhrmann

Jornalista formado desde 2011, especializado em futebol de base. Repórter da São Paulo FC Digital
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2 Responses to Dois eventos, duas lendas, duas injustiças e muito dinheiro que o UFC não verá de novo

  1. Platão says:

    Mas a brincadeira é daqueles que acham que só porque o cara luta no ufc da vida vai ser o melhor do mundo.Desculpe-me nem o cris weidman e nem Anderson silva durariam 5 minutos lutando com o meu mestre 9 dan em karate kyokushin,um dos maiores expoentes da modalidade na atualidade.

  2. Platão says:

    Deveriam proibir chutes baixos.A canela é um lugar sensível.Quando faço Muay thai e kyokushin,o professor ainda pede que eu dê chutes de canela,deve ser piada,pois sei as consequências de uma perna quebrada,prefiro bater de lado do pé

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