Os incineradores de dinheiro do São Paulo

Nessa semana o São Paulo resolveu dispensar ou colocar para treinar em separado o lateral Clemente Rodriguez, o zagueiro Roger Carvalho e o volante Fabricio e quem sou eu para não parabenizar essa incrível gestão?

Eles estão de parabéns, o trabalho feito para analisar os jogadores é de primeira qualidade, impressionante, isso sim é primeiro mundo. Coisa de primeiro mundo, de quem tem dinheiro para jogar fora.

O São Paulo deve estar com muita sobra de dinheiro, porque não é possível dar tanto tiro no escuro e, claro, se dar mal com eles.

Clemente está no São Paulo desde julho de 2013 ou seja, cerca de nove meses e pasmem só foi utilizado três vezes. Isso mesmo, ele jogou só três partidas em nove meses e para isso recebeu R$ 200 mil por cada mês trabalhado ou que ele teria trabalhado se tivesse a chance.

Para jogar três partidas Clemente Rodriguez custou ao São Paulo, desconsiderando luvas, direitos de imagem, entre outros, R$ 1 milhão e 800 mil reais, praticamente 2 milhões de reais. Jogaram 2 milhões de reais no LIXO!!!!

Roger Carvalho não vive situação muito diferente, chegou ao tricolor em setembro, logo, tem pouco mais de seis meses de casa e a maior parte deles se recuperando no Reffis. Para fazer um tratamento médico no São Paulo o jogador recebeu, menos do que os 450 mil euros que ganhava no Bologna, ainda bem, mas recebeu. Depois de recuperado jogou dois jogos e não foi mais utilizado.

Parabéns ao São Paulo, que pagou para um jogador fazer um tratamento médico no clube. Incrível essa gestão. Não sei com exatidão o salário do Roger, mas a julgar pelo seu salário no Bologna, não devia receber menos de R$ 30 mil durante a recuperação, de quatro meses até a estreia, e posteriormente com certeza uma salário próximo dos R$ 100 mil. Chutando baixo o São Paulo jogou no lixo R$ 320 mil, mais os custos médicos.

Nossa conta já está legal: R$ 2.100.000 que viraram acendedores de charuto.

Fabrício foi contratado em janeiro de 2012, isso mesmo há dois anos e nesse tempo todo fez 32 jogos (praticamente nenhum inteiro), mas nunca teve uma sequência. Vale lembrar que assim como Roger, o São Paulo contratou o jogador sabendo que ele estava machucado. Foram ao todo 27 meses de salários pagos e um salário bem alto, cerca de R$ 250 mil. Sabem o que isso significa? Quase R$ 7 milhões que usaram para limpar a bunda.

Nisso tudo, podemos calcular com facilidade que o São Paulo queimou R$ 10 milhões nos últimos dois anos? Não, podemos falar que queimou R$ 15 ou até R$ 20 milhões. Precisamos considerar luvas e tantas outras apostas furadas. O que o São Paulo poderia ter feito de melhor com R$ 20 milhões? Sugestões?

Isso sem falar em outras observações úteis e geniais, como Matheus Caramelo, Roni e até o pentacampeão Lúcio.

Enquanto isso em Cotia mais milhões são gastos todos os meses, mas para que? Para contratarem o Matheus Caramelo em vez de dar uma chance a um jogador das Seleções Brasileiras de Base? Realmente é possível que o São Paulo não forme no seu Centro de Excelência, segundo os mesmos, um lateral melhor do que o Paulo Miranda improvisado? Não é por nada, mas tivemos nas últimas Seleções de Base: Henrique Miranda, Lucas Farias, Auro e Foguete, todos os laterais das Seleções de Base e é necessário contratar o Matheus Caramelo? Pra mim não faz sentido, é só mais dinheiro jogado no lixo.

Só que a má utilização da base já são outros 500, afinal, temos na geração sub-18 um time com NOVE atletas da Seleção Brasileira e sabe quantos deles já tiveram chances no profissional? Três e claro, só uma ou duas vezes, mais do que isso estraga.

Vocês sabem quando o Gabigol e o Victor Andrade tiveram chances no Santos? Aos 16 anos, um no ano passado e outro no ano retrasado. Sabe o que os atletas mais promissores do São Paulo e da mesma idade estavam fazendo nessa época? Sonhando com um dia conhecer a Barra Funda. Vai ver é por isso que Gabigol, Geuvânio, Émerson Palmieri, Gustavo Henrique e Jubal são hoje realidade do Santos e os atletas do São Paulo da mesma geração, que rivalizaram com o Santos durante toda a formação e fizeram finais incríveis, são absolutamente NADA para o futebol atualmente.

Com a estrutura do São Paulo é inaceitável que os olheiros não sejam capazes de observar as necessidades do time e as qualidades dos jogadores. Não é possível que a equipe médica não consiga avaliar um jogador “bichado”. É simplesmente inconcebível.

Essas pessoas são medalhões do São Paulo. São amigos da diretoria. São amigos da sala da presidência e não vão sair… enquanto isso o dinheiro continua saindo, aos rios e o time que sonhamos nunca vem.

Depois de tantas, alguém ainda consegue acreditar em qualquer indicação dessas pessoas no São Paulo? De duas uma: ou elas não indicam ninguém e existe uma pessoa passando por cima de todas ou eles são realmente péssimos profissionais.

 

About Gabriel Fuhrmann

Jornalista formado desde 2011, especializado em futebol de base. Repórter da São Paulo FC Digital
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