O ataque de mais de um milhão de reais por mês

O São Paulo pode anunciar em breve a contratação de Alan Kardec, artilheiro do Palmeiras, que estava emprestado ao verdão pelo Benfica. Na opinião desse que escreve, o tricolor está fazendo uma incrível besteira.

A contratação de Kardec parece mais satisfatória ao ego dos dirigentes tricolores, por passarem a frente de um rival,  do que algo pensado e planejado junto ao elenco e as necessidades do time atualmente.

Se Kardec realmente chegar, o ataque do São Paulo vai passar a custar MAIS DE UM MILHÃO DE REAIS POR MÊS.

Alexandre Pato custa R$ 400 mil (na verdade seu salário é de R$ 800 mil, mas o Corinthians paga 50%). Luis Fabiano, depois da renovação, passou a receber R$ 500 mil, considerando cotas de patrocinadores e agora Alan Kardec chegaria para receber R$ 350 mil.

Outrora conhecida por não fazer loucuras financeiras, a diretoria são-paulina parece que endoidou de vez. A primeira questão é: onde se encaixa Alan Kardec? Sendo um atacante de área, tomaria o lugar de um jogador que está ganhando meio milhão de reais por mês?

Ele pode ser um reserva de Luis Fabiano, que com 33 anos pode não aguentar a temporada inteira, mas você pagaria  R$ 350 mil para um reserva? Eu com certeza não.

Enquanto o ataque já beira 1.5 milhão de reais, a defesa e as laterais continuam rechaçadas a preço de pastel de feira (e daquela última barraquinha, que tem pastel frio).

Além dos 350 mil, Alan Kardec ainda vai custar cerca de R$ 14 milhões para ser comprado do Benfica. Vocês lembram de algum investimento similar em outros setores, com exceção de PH Ganso?

Enquanto a fortuna vai no ataque para satisfazer o ego dos dirigentes são-paulinos, os torcedores continuam aturando Douglas e Maicon. Rodrigo Caio e Antônio Carlos continuam sem reservas imediatos e assim vai a barca.

Não quero defender que seja feito um investimento similar para tirar um zagueiro ou lateral do rival, quero defender que seja feito um investimento planejado como um todo para o elenco, como foi feito quando o São Paulo foi o time mais dominante do Brasil.

Saudades do tempo que o elenco era montado com muito planejamento e pouco ego, hoje o São Paulo vive situação oposta.

 

About Gabriel Fuhrmann

Jornalista formado desde 2011, especializado em futebol de base. Repórter da São Paulo FC Digital
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