Ele já fez, mas fará história de novo

Existem algumas certezas na vida: a morte, Robben cortará para a esquerda e Neymar vai cravar seu nome na história do futebol.

Pode não ser em 2014, pode não ser nem no ano que vem, mas já está claro que, a não ser que uma tragédia aconteça, Neymar vai fazer história positivamente para todos verem. Seu nome será eternamente gravado no futebol brasileiro e mundial.

Verdade seja dita, ele já fez história no futebol brasileiro, mas nosso complexo de vira-lata é grande demais para admitir isso. Ou você realmente acha que o que ele fez por aqui foi pouca coisa?

Antes dos 20 anos Neymar já tinha carregado, como principal jogador e não coadjuvante, o Santos para o tricampeonato paulista consecutivo e os títulos da Copa do Brasil e da Copa Libertadores.

Individualmente já tinha sido eleito melhor jogador do Campeonato Paulista três vezes, melhor jogador do Brasileirão, melhor jogador da Libertadores e sido duas vezes artilheiro da temporada Brasileira. Com 21 foi campeão da Copa das Confederações e mais uma vez eleito melhor jogador de uma competição e já tinha tantos outros prêmios individuais que eu precisaria de outro blog para hospedar tantos…

Lendo dessa maneira parece que ele começou uma carreira no video game no modo fácil, né? Não, isso tudo foi real. Neymar fez atos únicos no futebol brasileiro, marcou história, fez o que ninguém fez com a sua idade, alçou o Santos a melhor time sul-americano da época.

Faltou reconhecimento, claro. Nosso complexo de vira-lata fez muita gente dizer: “Neymar é jogador de Paulistinha”. Com um pouco de racionalidade esse discurso teria acabado cedo, ainda em 2011. Se ele é jogador de Paulistinha, tem que ver cada baita Paulistinha ele já ganhou.

- Ah, mas foi só no Campeonato Paulista
– Ah, mas foi só a Copa do Brasil
– Ah, mas foi só a Libertadores
– Ah, mas foi só a Copa das Confederações

Já podem começar a treinar o discurso: “Ah, mas é só a Copa do Mundo” Se não acontecer agora, uma hora vai acontecer. Neymar a cada dia deixa menos dúvidas de que é realmente o jogador mítico que parece ser. Um jogador daqueles que nascem raramente e precisam de todos os cuidados.

Pela Seleção já está carregando nas costas uma das Canarinhos mais fracas dos últimos 15 anos. Um meio-campo inexistente até agora, com Paulinho em péssima fase, dois laterais que não marcam direito, principalmente Dani Alves e Fred também longe do tempo áureo da Copa das Confederações.

Em sua primeira Copa, Neymar já soma 4 gols em 3 jogos. Em sua carreira na Seleção soma 35 gols, em sua biografia, já lançada, ele ainda pode somar muitas páginas.

Não sou matemático, mas seus números já são mais que suficientes para a gente mudar o discurso e em vez de menosprezar nossos torneios, falar “Ah, um dos maiores do mundo deu show no Paulistinha, na Copa do Brasil, na Libertadores e na minha Seleção”.

 

About Gabriel Fuhrmann

Jornalista formado desde 2011, especializado em futebol de base. Repórter da São Paulo FC Digital
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