Saiba tudo sobre o rompimento entre Aidar e Juvenal

Agora que já saiu em vários portais, me sinto mais confortável para falar o que sei sobre as divergências do atual presidente Carlos Miguel Aidar e do ex-mandatário do São Paulo, Juvenal Juvêncio. Quem acompanha via twitter e principalmente nos grupos privados, sabe que falo disso já faz pouco mais de dois meses.

- Ao colocar Aidar no poder, a ideia de Juvenal era se manter no São Paulo, comandando de alguma forma. Seus ex-funcionários viraram espiões da gestão de Aidar, incluindo secretárias e assessores.

- Na transição de um presidente para outro, Juvenal omitiu e entregou documentos manipulados sobre sua gestão para Aidar, mostrando uma situação totalmente irreal no São Paulo.

- Ao assumir, Aidar viu que a situação era muito pior do que ele imaginava e havia um déficit de mais de 100 milhões de reais no balanço do clube para 2014. Enfurecido, o novo presidente não teve escolha a não ser revelar isso a todos os diretores da sua nova gestão.

- Revelar aos diretores que a última presidência de Juvenal havia sido caótica, certamente não estava nos planos do nosso ex-presidente para Aidar. Esse foi o primeiro momento em que a relação entre ambos estremeceu (e muito).

- Já com relações praticamente cortadas, Juvenal passou a atacar membros do São Paulo que fossem próximos de Aidar. O primeiro alvo foi a filha do atual presidente, Mariana Aidar.

- De longe e da maneira mais secreta possível, Juvenal conseguiu criar o boato de que Mariana, então assessora do presidente, estava usando seu novo cargo para facilitar sua vida como agente Fifa.

- Aidar pediu para a filha se desligar do clube. Isso mesmo, demitiu a própria filha. A partir daí começou a fazer uma limpa no São Paulo, eliminando todos aqueles que poderiam ainda ter ligações com a antiga gestão.

- As demissões no São Paulo foram 90% políticas, poucas foram por questão financeira de fato. O lugar mais difícil de mexer, claro, é a mina de ouro de Juvenal, Cotia. A ideia de Aidar é desligar o ex-presidente de todas as ações do clube, incluindo e principalmente, Cotia.

- Além disso, Aidar cortou vários privilégios com os quais Juvenal agraciava diretores e conselheiros, para manter sua chapa forte. Entre os benefícios estava a farra das viagens, onde era comum que diretores e conselheiros viajassem com o time as custas do São Paulo. Incluindo não só a passagem, como a hospedagem.

- Também estavam inclusos carros oficiais do clube, que eram mais de 60, apenas para o transporte de diretores de suas casas para seus trabalhos no Morumbi. Essa farra acabou, os diretores todos tem carro e podem dirigir, se quiser motorista vai ter que contratar um particular por sua conta pessoal.

- Outra coisa inclusa era a festa do sanduichinho na área das cornetas. Sanduíche, café, bolacha, salgadinhos, sorvete, tudo as custas do São Paulo para que alguns conselheiros tivessem mais conforto assistindo aos jogos.

- Isso sem falar nos diversos setores do clube social que recebiam agrados muito acima de suas necessidades.

- Cansado de atitudes inaceitáveis de um profissional, motivadas pela gestão de Juvenal, Aidar estabeleceu metas que todas as áreas do São Paulo devem cumprir e quem não cumprir está fora.

- Isso aconteceu por conta de, principalmente na gestão anterior, muitos diretores e pessoas de cargos importantes aparecerem de vez em nunca para trabalhar e não ficarem mais do que uma hora exercendo suas funções no Morumbi.

- Há um caso de um diretor que foi trocado e os seguranças do clube comentarem que ele aparecia uma vez a cada três ou quatro meses, sempre chegava por volta das 18h e ficava no máximo até às 20h30. Não é de se admirar que essa área estava praticamente morta alguns meses atrás.

- Aproximação com a oposição!

- Aidar foi bem claro com seus opositores: sua oposição é contra mim ou contra o Juvenal? Todos responderam que estavam contra Juvenal. Sendo assim, Aidar buscou a aproximação com eles, já informando que Juvenal não tem mais qualquer relação com sua gestão. É como se Aidar criasse uma terceira chapa, sem Juvenal, depois de assumir.

- Muitas cabeças ainda vão rolar no São Paulo. Cotia não sabe o que está por vir, muita gente ainda vai sair de lá (graças a Deus).

- Nova ordem é colocar os atletas da base para jogar. Paulo Miranda machucou? Entra Auro. Kaká está cansado? Entra Boschilia. Edson Silva e Antônio Carlos fora? Chance para Lucão, e por aí vai. É bem provável que vejamos muitos atletas da base ganharem mais chances nos próximos meses.

- No atual momento, só o título brasileiro mantém Muricy no cargo ou uma reviravolta, na qual o time mantenha um nível muito alto de jogo e o comandante técnico mostre uma mudança de atitude drástica.

 

About Gabriel Fuhrmann

Jornalista formado desde 2011, especializado em futebol de base.
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