São Paulo brilha na Alkass, mas mesmo invicto, fica com o vice

Tricolor sub-17 deu show em Doha, no Qatar, mas acabou derrotado nos pênaltis na grande final contra o PSG

O São Paulo sub-17 deu um verdadeiro show na Alkass International Cup sub-17, em Doha, no Qatar. Comandado pelo atacante Paulo Henrique, o tricolor foi o melhor time do torneio, mas acabou prejudicado pela arbitragem na final e perdeu nos pênaltis para o PSG.

Logo na primeira fase o tricolor mostrou que vinha com um time forte, que acreditava até o último segundo e bateu o Atlético de Madrid por 2 a 1, com um gol de Gustavo Henrique no último lance da partida. Em seguida, em partida contra um já classificado PSG, que entrou com reservas, goleou com facilidade por 5 a 0, com show dos atacantes Gustavo e Paulo Henrique, que marcaram duas vezes cada.

Nas quartas de final, contra o poderoso Real Madrid, logo nos primeiros 15 minutos o São Paulo perdeu Gustavo Henrique, um dos principais nomes do tricolor, que saiu de campo após sentir uma fisgada na parte anterior da coxa. Essa lesão acabou tirando o atacante da competição.

O que poderia ser um problemão, para um forte elenco não foi nada tão sério. Augusto César, um ano mais novo que os demais, foi uma grata surpresa. Ele não se intimidou com a pressão e fez grande competição. O São Paulo abriu 3 a 0 no Real Madrid, com participação imprescindível de Paulo Henrique nos principais lances e gols de Igor Liziero, Bruno Dip e Pedro Henrique. O Real reagiu no final, diminuiu para 3 a 2, mas não estragou a classificação são-paulina.

Na semifinal, contra o Milan, mais uma atuação de gala de Paulo Henrique, que marcou duas vezes na goleada por 5 a 0. A final seria contra o já conhecido PSG, mas dessa vez jogando com o time titular.

O jogo foi pegado, Paulo Henrique pela primeira vez tinha atuação mais tímida no torneio. Pedro Henrique conseguiu abrir o marcador com um belo peixinho, após cruzamento perfeito de Caíque, lateral do São Paulo e da Seleção.

O tricolor criou várias chances de matar a partida, mas falhou na conclusão e acabou pagando muito caro por isso. Com dez minutos para o final do jogo, o árbitro assinalou um pênalti inexistente para o PSG, que foi convertido por Edouard e acabou levando a decisão para a marca da cal.

Nas penalidades, o PSG chegou a perder uma cobrança e Lucas Gomes chegou perto de defender algumas vezes, mas o goleiro francês Sebastien fez duas boas defesas nas cobranças de Paulo Henrique e Caíque, garantindo o título para o PSG.

Paulo Henrique, que marcou cinco gols, acabou eleito o melhor jogador do torneio e embora não tenha recebido a premiação, foi artilheiro junto com Mavididi, do Arsenal e Juvenal Junior, do Milan.

O goleiro Lucas Gomes, do São Paulo, foi eleito o melhor do torneio e o tricolor, apesar de não ter levado o título, foi de fato o grande destaque do torneio.

Opinião:

Para o tricolor a Alkass foi uma grande forma de começar o ano. Sem contar com o meia Clairton e com o atacante Gustavo Duarte, dois dos destaques do sub-15 em 2013, que reforçando a parte física, ficaram no Brasil, o São Paulo teve a chance de apresentar e dar moral para outros talentos.

O maior destaque, na minha opinião, foi o volante Éder. Zagueiro de origem, antigo camisa 4 do time sub-15, Éder atuou com a camisa 5 dessa vez e mostrou uma evolução gigantesca. Perfeito na marcação, muito veloz e forte fisicamente, mostra características que não são muito vistas em outros volantes formados em Cotia. Tem ótima saída de bola, como todos eles, mas é muito mais marcador, muito mais brigador do que os anteriores.

Logo em seguida, o destaque fica para o lateral-esquerdo Caíque. Apesar da perda do pênalti na final, parece ser o primeiro lateral que é tão bom ofensivamente, quanto defensivamente. Marca muito bem, dificilmente perde no um a um contra o atacante ou leva bolas nas costas. Foi praticamente perfeito na competição, não fosse a perda do pênalti na final.

Paulo Henrique foi a grata surpresa para o São Paulo. Bem mais tímido em outras aparições, foi simplesmente incrível e até ganhou o prêmio de MVP do torneio. Além da velocidade e capacidade de finalização, mostrou um toque de bola e visão de jogo muito bons. Tem um potencial gigante ofensivamente, como meia ou como atacante.

Augusto Cesar, 99, era o camisa 10 do time sub-15 do ano passado e vestiria tranquilamente a 10 do time 98, valeria até um teste no Paulista sub-17.

Na zaga, o destaque fica para Rodrigo, que o São Paulo trouxe do Bahia no sub-15. Talvez o principal responsável pelo bom deslocamento de posição de Éder, mostrou muita velocidade, segurança e deve fazer boa zaga esse ano junto com Diego Landis, recentemente contratado pelo tricolor.

Por último, mas não menos importante, destaco Bruno Dip. Conhecido no sub-11 como “Messi Corintiano”. Sim, jogava no Corinthians e veio para o São Paulo na época em que o São Paulo sofreu ameaça de boicote por aliciamento. Estava de lateral no Parque São Jorge, mas voltou a ser meia-atacante no São Paulo e um grande meia-atacante. Foi muito bem na competição e deve ser destaque no ano.

São-paulinos: esse torneio foi um ótimo presságio para o Paulista e a Copa do Brasil da categoria esse ano e quem sabe, bons jogadores para o profissional daqui quatro, três, dois… ou até mesmo no ano que vem.

About Gabriel Fuhrmann

Jornalista formado desde 2011, especializado em futebol de base. Repórter da São Paulo FC Digital
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