Ex-São Paulo, Santos e Cruzeiro, Bruno Lamas fala com exclusividade ao blog sobre sua vida no Leixões, de Portugal

Bruno Lamas com a camisa do Leixões

Bruno Lamas com a camisa do Leixões

Bruno Lamas é um dos casos interessantes do nosso futebol: meia habilidoso, bom na bola parada, fundamentos básicos praticamente perfeitos e passagens por três gigantes do futebol brasileiro. Mesmo assim, o jovem não teve chances na Série A do futebol tupiniquim.

Aos 21 anos de idade, ele deu um novo passo na carreira e se transferiu para o Leixões, da segunda divisão do futebol português. Finalmente tendo suas primeiras chances como profissional, Bruno já marcou dois gols pela equipe portuguesa e começa mostrar boa adaptação.

No Brasil, o jovem foi campeão mundial sub-15 em 2009, chegou até a Seleção Brasileira da categoria, mas acabou cortado por lesão. Fez parte do time que tinha, além dele, Ademilson, Lucas Piazon, Mirray e Lucas Farias.

No final de 2009, rescindiu com o tricolor e foi para o Santos. Chegou a disputar a Copa São Paulo de 2012 pelo peixe, fez gols e uma boa dupla com Victor Andrade. Teve boas atuações e foi titular absoluto do time sub-17 dos meninos da Vila, em apenas três torneio fez 19 gols e chamou a atenção do Tottenham, da Inglaterra.

Apesar de tudo isso, acabou liberado pelo Santos e acertou com o Cruzeiro, em 2013.

No Cruzeiro acabou sendo emprestado ao São Caetano e retornou aos time de Minas Gerais, até ser liberado para assinar com o Leixões, de Portugal, onde inicia um novo momento em sua carreira.

Confira a entrevista na íntegra:

GF: Há quanto tempo você está em Portugal e como está sua adaptação?

BL: Estou em Portugal há quatro meses, em maio vão fazer cinco e estou me adaptando muito bem. Acostumei bem com o clima e com o jeito do país

GF: Como foi a sua transferência, você foi em definitivo para o Leixões? Não tem vínculo com nenhum clube no Brasil? O Cruzeiro recebeu algo pela sua contratação ou foi rescisão de contrato?

BL: Vim em definitivo para o Leixões e agora não tenho mais vínculo nenhum com qualquer clube no Brasil. Foi uma rescisão de contrato e o Cruzeiro, então o Cruzeiro não recebeu pela minha vinda ao Leixões.

GF: Mesmo muito jovem, você já passou por três grandes clubes do Brasil: São Paulo, Santos e Cruzeiro, quais são as principais diferenças que você percebeu no trabalho de base deles?

BL: São maneiras diferentes de trabalho, até pelo jeito que cada um joga. O Santos sempre deu mais liberdade para os atletas na base, já no São Paulo, que era em cotia, pensam muito na sua formação como pessoa, não só para se tornar jogador de futebol, mas para estar preparado para a vida, inclusive fora de campo. O Cruzeiro foi o que fiquei menos tempo mais, mas foi muito bom para aprendizados. A maneira de jogar diferente, eles focam mais na força física do que os outros. Passei por grandes times e só tenho a agradecer pelo que passei nesses três clubes.

GF: O que você acha que pesou para que você não fosse utilizado nos clubes brasileiros?

BL: Acho que às vezes eu não aproveitei o momento, não estava preparado. Precisei mudar um pouco e ter consciência de algumas coisas para começar a evoluir, foi um processo para me tornar mais maduro e assim estar pronto para exercer meu papel em campo.

GF: Você já defendeu o São Caetano, na terceira divisão e agora defende o Leixões, que é da segunda divisão portuguesa, existe muita diferença entre as divisões inferiores do Brasil e de Portugal?

BL: Em Portugal a Liga é muito forte e os clubes são muitos parecidos. Também tem os clubes B dos maiores times, como é o caso do Porto, Benfica, Sporting, Braga, Guimarães que dão um toque a mais no campeonato.

GF: Existe algum brasileiro que joga com você aí, como é seu relacionamento com ele?

BL: Sim, tem mais quatro brasileiros jogando aqui e a gente se dá muito bem: Caio, Alemão, Tiago De Leonço e Roberto Souza.

GF: Aos 21 anos e jogando na Europa, como você avalia a sua carreira nesse momento e quais são suas vontades para o futuro?

BL: Graças a Deus vim para Europa e aprendi muitas coisas aqui, como posicionamento, marcação, entre outras e estou evoluindo muito. Minha vontade é cada dia melhorar e quem sabe no futuro atingir a Seleção Brasileira.

GF: Como você avalia o atual momento da sua carreira?

BL:Foram meus primeiros jogos como profissional ainda, mas estou me sentindo muito bem e à vontade, felizmente já fiz dois gols e estou muito feliz.

GF: Você fez parte de um time do São Paulo de muito sucesso na base, inclusive campeão mundial, comandado por Bruno Petri, que agora revelou Gabriel Jesus, no Palmeiras. Você acha que a saída do treinador e a turbulência daquele período prejudicou a formação daquele grupo, que tinha como principais jogadores você, Mirray, Ademilson, Piazon, Allan e Lucas Farias?

BL: Era um grupo maravilhoso, só feras, e uma união que vi em poucos lugares. Quanto a ao Bruno Petri, eu só tenho que agradecer ele por tudo que fez por mim e por todos que foram treinados por ele. Ele cuida de cada um como filho e acho que atrapalhou um pouco quando ele saiu, mexeu muito com todos nós e prejudicou um pouco a evolução de alguns.

GF: Pensa em voltar ao Brasil? Tem preferência por algum clube?

BL: Agora eu prefiro focar no meu momento com o Leixões e deixar as coisa acontecerem conforme tiver que ser.

Veja alguns lances de Bruno com a camisa do Leixões, de Portugal

About Gabriel Fuhrmann

Jornalista formado desde 2011, especializado em futebol de base. Repórter da São Paulo FC Digital
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