Em entrevista, Micale revela que não convocou a Seleção do Pan e afirma que empresários estragaram time campeão do Figueirense

Técnico vice-campeão da Copa do Mundo sub-20 conversou com Gabriel Fuhrmann e Flávio Prado, na Jovem Pan e falou sobre seus projetos para a base da Seleção Brasileira

micale

Rogério Micale pode ser considerado o salvador da pátria da Seleção sub-20. As pressas ele consertou um projeto e levou o time ao vice-campeonato mundial.

Agora ele será responsável por mais um trabalho da Seleção de base. Na segunda-feira o time sub-22 do Brasil se apresenta para a disputa do Pan-Americano de Toronto, no Canadá, que começa no próximo dia 10 de julho.

Apesar de dessa vez ter mais tempo para o projeto, Micale confessou que não foi o responsável pela convocação: “Eu assumi praticamente dois dias antes da apresentação (do sub-20 para o Mundial) e tanto a convocação feita para o Mundial, como agora para o Pan, já estavam realizadas pelo Gallo. A gente agora só está trabalhando e preparando para ir às competições”.

O trabalho, segundo Micale, é instituir um novo estilo de jogo, que resgate a alma do futebol brasileiro. Quem acompanha as categorias de base, está acostumado a ver os times do ex-treinador do Atlético-MG com equipes bastante ofensivas, criativas, que jogam com uma marcação alta.

Tal qual o Seleção que Gallo chamou para o Mundial, a convocação do Pan também carece de um camisa nove de ofício, um jogador de área. Na Copa do Mundo, principalmente depois da saída de Judivan, que já era improvisado na posição, o Brasil sentiu a falta desse jogador.

“Em 2008, treinando o Figueirense, Micale conseguiu um feito histórico e conquistou a Copa São Paulo de Futebol Junior, mas curiosamente o time não revelou nenhum jogador de destaque profissional. Sobre isso, Micale afirmou que empresários tiveram grande parcela de culpa.

“Praticamente não se acreditava que um clube do porte do Figueirense poderia alcançar um torneio como a Copa São Paulo e quando veio a conquista, o assédio de empresários foi muito grande em cima dos jogadores”, revelou o treinador. “Os jogadores saíram de um patamar salarial de 500 reais por mês para, vamos dizer, 8 mil reais e isso interfere diretamente na produtividade em campo. São jovens que não souberam lidar com essa situação, de visibilidade. Logo em seguida eu sai, mas agora sei que trouxe um transtorno muito grande pro clube, pois pra manter esses jogadores no clube, tiveram que elevar o nível salarial”.

“Você pode ouvir a entrevista na íntegra, onde Micale fala mais sobre a atuação do Brasil no Mundial, as expectativas para o Pan-Americano e seu papel na Seleção Olímpica de Dunga aqui:

About Gabriel Fuhrmann

Jornalista formado desde 2011, especializado em futebol de base. Repórter da São Paulo FC Digital
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