São Paulo dá show de amadorismo e exclui sócio-torcedora exemplo

Marketing do tricolor paulista mostrou prepotência e incompetência, em exclusão de sócio-torcedora tida como exemplo em entrevista para veículos oficiais do clube

Nesta semana o marketing do São Paulo Futebol Clube mostrou mais uma vez que precisa caminhar muito para atingir um nível razoável. Em uma falha absurda, o programa sócio-torcedor excluiu a torcedora Fátima Martini, que em entrevista para um veículo oficial do clube, foi considerada sócio-torcedora exemplo.

As explicações para a exclusão foram várias, confusas e desencontradas. O atendimento fornecido pelo clube seguiu a mesma linha desde que o problema começou, há  20 dias.

No seu primeiro contato, em 23 de julho, Fátima explicou que não conseguia comprar ingressos para um jogo, pois não havia promoção encontrada no cadastro dela. O atendente pediu cinco dias para retornar, mas não o fez, forçando a torcedora a tentar novo contato.

Já em um terceiro contato, Fátima menciona uma fatura em aberto, do mês de julho, com vencimento para o dia 27, quando fez a troca do sistema de cartão de crédito para paypal, e a atendente informa que enviará um boleto. Mostrando mais uma vez o amadorismo do clube, o boleto não foi sequer emitido.

Vale ressaltar que no atendimento do programa sócio-torcedor via web, por vezes o funcionário dizia que seu sistema estava lento e pedia para que o cliente retornasse mais tarde. Além disso, o número de erros crassos de português é exorbitante. Não que isso interfira tanto, mas mostra que o perfil buscado para tratar do relacionamento com cliente não é o que podemos chamar de qualificado, um pequeno exemplo de como o torcedor é importante.

Depois de dias de conversa por telefone, sem grandes resultados, novamente Fátima tentou o atendimento online e mais uma vez não foi bem recebida. Apenas em seu quinto contato, foi informada que a conta estava desativada, porém ninguém sabia o motivo.

A incansável saga da sócio-torcedora que estava disposta a dar seu dinheiro para o clube em troca de benefícios continuou, mas as respostas não eram dadas. Apesar de alguns funcionários retornarem que o bloqueio era por conta da mensalidade do mês de julho, o e-mail de Fátima estava bloqueado pelo programa e não poderia receber o boleto, que a mesma já pedia há dias.

Com certeza já muito frustrada, Fátima insistiu em contactar o sistema de atendimento do programa de sócio-torcedores do São Paulo. Dessa vez recebeu apenas respostas ásperas de que o caso dela havia sido enviado para a área responsável e em um atendimento posterior, de que sua conta não poderia ser desbloqueada.

O curioso é que a partir desse momento, o motivo do bloqueio mudou. Se no início era a inadimplência de alguns dias, motivada pela falha do próprio São Paulo em enviar o boleto de pagamento, agora era por infringir o código 2.11 do regulamento do programa, que seria ter uma atitude anti são-paulina.

Foi nessa hora que o sistema de atendimento online passou a bloquear a torcedora, que começou a se manifestar no twitter. Em sua rede social, Fátima postou sua indignação e mostrou que suas únicas faturas em aberto eram do dia 27 de julho e 27 de agosto. Uma já vencida e a outra por vencer, nenhuma, segundo o código de defesa do consumidor, motivo para que ela fosse bloqueada.

Em seu twitter, o vice-presidente de marketing do São Paulo disse que a torcedora, além de estar inadimplente, teve conduta inadequada, algo que também foi dito para vários veículos de imprensa. Ou seja, publicamente chamou uma cliente de caloteira, o que acarretou em muitas ofensas morais, inclusive por parte da Torcida Tricolor Independente.

Em conversa para o blog, Fátima falou um pouco sobre o caso.

“Cada hora falam uma coisa (sobre o bloqueio) e eu refuto todas as alegações. Agora, sobre me chamar de caloteira para vários veículos de imprensa, passou dos limites.”, disse a torcedora. “Recebi várias mentions me chamando de caloteira por isso, inclusive de torcida organizada”.

Em seu twitter, Douglas Schwartzmann, representante do marketind do São Paulo, ainda afirmou que o motivo da exclusão foi o fato de ela ter ironizado o programa: “No dia seguinte ao lançamento do novo programa do ST, com um esforço enorme que fizemos, ela ironizou a todos, nós e nossos funcionários”.

Serve de alerta ao torcedor são-paulino, o programa Sócio-Torcedor não é feito pra você, é uma ditadura onde você é obrigado a pagar para participar e deve ficar caladinho se algo não for como você gostaria.

Se você é sócio-torcedor, fique ligado em seus tweets, tudo o que você escreve pode ser usado contra você. Não critique os prepotentes dirigentes tricolores ou as grotescas falhas dessa diretoria, para eles, torcedor é aquele que senta e aplaude, aquele que cobra e contesta, é anti são-paulino.

 

 

 

 

 

About Gabriel Fuhrmann

Jornalista formado desde 2011, especializado em futebol de base.
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