Fique de Olho: Paulinho, o novo velocista tricolor

Nome: Paulo Henrique Pereira da Silva
Nasc: 26/06/1998
Altura: 1,73m
Posição: Atacante/Ponta
Pé preferido: Direito
Clubes Amadores: São Paulo
Clubes Profissionais: Nenhum
Seleção: Nenhuma

O São Paulo não é o clube mais famoso por lançar jogadores velozes. Apesar de ter tido Denilson e Lucas Moura entre suas crias, é perceptível que se dá preferência ao jogador mais técnico, que cadencia o jogo e tem um toque de bola de alto nível.

Paulinho com a camisa do São Paulo

Paulinho com a camisa do São Paulo

Diante disso, Paulinho é a mais nova exceção sensação do grupo tricolor. Nascido em 1998, o jovem é uma das boas promessas do sub-17 do São Paulo Futebol Clube.

Paulinho começou em um projeto da sua cidade, Brasília, conhecido como PVM – Projeto Vida Melhor, mas seu destino já estava ligado ao São Paulo. Desde 2010 ele fazia testes no tricolor duas vezes por ano, mas na última sessão, em 2012, não pôde comparecer, pois sua família não tinha condições de pagar a passagem para a capital paulista e acabou assim sendo reprovado.

O sonho de jogar em Cotia, no entanto, ainda não havia terminado. Em janeiro de 2013, Paulinho aproveitou uma nova chance, quando o PVM foi para São Paulo disputar o torneio Dom Bosco. Os olheiros tricolores estavam atentos ao jovem, que impressionou e ganhou sua vaga em Cotia, onde chegou em fevereiro daquele ano.

Já parte do time sub-15, comandado por Orlando, Paulinho não recebeu muitas oportunidades no Paulistão da categoria, no qual o São Paulo foi vice-campeão, com destaque para Guilherme Bissoli e Gustavo Duarte.

A situação vivida por Paulinho não é incomum e aconteceu também com um habilidoso atacante da geração 96. Recém-chegado ao São Paulo, Ewandro, hoje emprestado ao Atlético-PR, também não teve muitas chances no vice-campeonato do Paulista sub-15 da sua geração, em 2011, mas despontou no sub-17 dois anos depois e posteriormente conquistou oportunidades no profissional.

Sem muitas chances no sub-15, Paulinho passou a ter mais destaque já no início da temporada sub-17, quando o São Paulo foi vice-campeão da Alkass International Cup, disputada em Abu Dhabi.

Paulinho comemorando gol na Taça BH

Paulinho comemorando gol na Taça BH

Na ocasião, o tricolor venceu grandes nomes do futebol mundial, como Milan, Atlético de Madrid, Real Madrid e Paris Saint-Germain, com direito a goleada por 5 a 0 contra os franceses e contra os italianos, mas acabou perdendo a grande final nos pênaltis, para o próprio PSG. Paulinho foi o artilheiro do time com cinco gols em cinco jogos.

“Foi maravilhoso (jogar a Alkass), a formação europeia é totalmente diferente da brasileira”, comentou o atacante. “Eles apostam muito na linha de quatro defensores e talvez por isso eu tenha conseguido me destacar mais, por causa da velocidade”.

Na Copa do Brasil sub-17, apesar da eliminação nas quartas de final para o Vitória, que viria a ser campeão do torneio, Paulinho mostrou grande desempenho. Sua velocidade e agilidade eram a válvula de escape do time, pra completar, ainda melhorou consideravelmente sua finalização, se mostrando capaz de marcar inclusive com bons chutes de fora da área.

Paulinho em jogo pelo São Paulo

Paulinho em jogo pelo São Paulo

Em um time bastante técnico, com nomes que trazem grande qualidade no toque de bola, como os meias armadores Guilherme Bissoli, Augusto Cézar e o volante Igor Liziero, Paulinho traz uma característica diferente, que ajuda o time a criar boas jogadas em velocidade.

Além de Paulinho, a promessa tricolor também atende por Bóinha, um apelido pra lá de confuso.

“Na verdade meu apelido era Boim e foi um tio meu que colocou, porque eu era muito bravo quando menino. É uma referência aqueles touros de rodeio, acho, nem eu entendo direito”, confessou o jovem. “Quando eu cheguei no São Paulo, começaram a me chamar de Bóinha em vez de Boim e acabou pegando”.

Veloz, driblador e bom finalizador, Paulinho, Bóinha ou Boim, tem tudo para ser um dos nomes que veremos no profissional do São Paulo nos próximos anos, como uma das maravilhosas exceções que Cotia abre para dribladores.

Quem sabe começando com a camisa 37, terminando com a 7, como outro jogador que também foi exceção de um time que prezava pela técnica e a posse de bola.

About Gabriel Fuhrmann

Jornalista formado desde 2011, especializado em futebol de base.
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