São Paulo campeão da Copa do Brasil sub-20: conheça os destaques

A geração 96/97 do São Paulo deu mais um largo passo para se tornar a mais vitoriosa de Cotia desde a turma 91/92, que revelou, entre outros, jogadores como Lucas, Oscar e Casemiro.

Captura de Tela 2015-11-24 às 19.28.12O time 91/92 do tricolor foi um verdadeiro sucesso: campeão paulista sub-15, campeão da etapa brasileira da Copa Nike, bicampeão mundial sub-17 (Troféu Quixote), campeão do Torneio Brasil-Japão e claro, campeão da Copa São Paulo, o título mais importante das categorias de base.

A categoria 96/97 não fica muito atrás e tem na Copa do Brasil a principal prova disso. Os jovens foram vice-campeões da Copa do Brasil sub-15 e campeões do torneio na categoria sub-17 e sub-20. Com um detalhe, no sub-20 já não contava com nomes importantes, como Ewandro, Auro, Lucão, Boschilia e Gustavo Hebling.

Vamos conhecer os principais destaques da geração:

David Neres

Nascido em 1997, Neres é um jovem atacante muito veloz e que muda com facilidade a direção da jogada, confundindo muito a defesa adversária. Nessa Copa do Brasil ele supriu muito bem a ausência de Ewandro, emprestado ao próprio Atlético-PR e que participou da final pelo Furacão.

Muitos em Cotia gostam de comparar o estilo de Neres com o do meia-atacante da Seleção Brasileira e do Bayern de Munique Douglas Costa. De fato, ambos são bastante parecidos. David Neres está evoluindo na finalização e na opinião desse que escreve, tem que subir para o principal em 2016.

Joanderson

Depois de um imbróglio para renovar seu contrato, Joanderson voltou ao time sub-20 do tricolor e conseguiu ser artilheiro da Copa do Brasil sub-20 ao lado de David Neres (ambos marcaram seis vezes). Mais uma pro currículo do grandalhão, que foi artilheiro da Copa do Brasil sub-17 de 2013 com sete gols.

O São Paulo pode ter encontrado no craque da geração 96 o camisa 9 que procurava. No sub-15 e no sub-17, Joanderson sempre jogou mais fora da área, o tricolor nunca trabalhou com um 9 de ofício, mas com Lucas Fernandes de um lado e David Neres do outro, o jovem foi “deslocado” para uma nova função e se saiu muito bem e isso não foi surpreendente.

Apesar de normalmente jogar mais fora da área em outras categorias, Joanderson já havia mostrado que se dava bem com um companheiro de ataque veloz e driblador como Neres, nos tempos em que ele e Ewandro eram dois dos principais destaques sub-17 do futebol brasileiro.

Na opinião desse que vos escreve, está pronto para tentar a sua chance nos profissionais.

Inácio

Nascido em 1996, Inácio veio do Bahia, onde já era grande destaque e conseguiu se consagrar no tricolor. Mostrou-se um grande batedor de faltas, no título da Copa Ouro marcou três gols de falta em dois jogos, cobrando mais duas na trave.

Sua marcação vem evoluindo e como tem bastante força física, não tem tanta dificuldade na jogada de corpo. Atacando mostra grande potencial, faz bons lançamentos e cruza muito bem, além da velocidade para chegar a linha de fundo.

Lucas Fernandes

Nascido em 1997, por muito tempo Lucas Fernandes foi considerado o mais promissor da sua geração, mas hoje divide muito mais os holofotes com David Neres.

Muito técnico, foi a mente pensante do time 97 por todas as categorias, municiando Murilo, Felype Herbert e Marlon, sempre com o apoio de Neres. No esquema de Jardine, Fernandes ficou um pouco sacrificado, jogando muito pelos cantos do campo, mas demonstrou a qualidade técnica que fez todos apostarem nele.

Jogando mais centralizado e um pouco mais recuado, pode fazer e faz muito mais a diferença. Apesar de um pouco mais apagado nesse torneio, deu diversos passes precisos que ajudaram o tricolor a conquistar o título.

Lucas Kal

Para muitos, Lucas Kal era o principal nome da zaga tricolor 96, mas nunca teve o reconhecimento esperado da mídia e dos treinadores.

O jovem tem boa velocidade e quando joga pela direita sobe muito bem ao ataque. Essa qualidade apareceu logo no sub-15, onde virou lateral-direito em diversas partidas, incluindo a grande final da competição.

No torneio foi muito preciso nos desarmes e é definitivamente um dos principais nomes da geração, pode ser trabalhado e integrar a zaga do profissional, sendo titular talvez em um ou dois anos.

Matheus Queiroz

No sub-15 era disparado o melhor meia do tricolor, até que começou a dividir holofotes com Gustavo Hebling. A dupla jogava tão bem, que acabou mandando até Matheus Reis, uma geração acima, para a lateral-esquerda.

Hebling foi para o Zwolle, da Holanda, com contrato com o PSG, mas Queiroz segue no time. A técnica para a saída de jogo é muito boa, toca bem a bola e avança muito bem, sendo importante principalmente nos chutes de fora da área. Sem ser o carrapato da marcação, normalmente faz boas interceptações.

Banguelê

Confesso, nunca achei que colocaria Banguelê como um dos destaques do time do São Paulo, mas o jovem foi muito bem na parte decisiva da Copa do Brasil.

Vindo do Bahia, Matheus Banguelê não é um primor técnico, mas é muito útil ao time. Chega forte na marcação, às vezes bate demais, mas é ótimo na contenção, mata o jogo quando é preciso. Esse tipo de jogador também é importante e ele foi essa peça do São Paulo sub-20. Não dá pra saber se consegue, apenas com sua raça e força de contenção, suprir sua deficiência técnica para se dar bem no profissional, mas mostrou que pode sim ser útil ao tricolor.

Lucas Perri

Todos sabemos que goleiros demoram mais pra maturar, então não dá pra esperar muito de Lucas Perri como profissional em um futuro muito próximo, mas o jovem, que o São Paulo contratou da Ponte Preta ainda no sub-16, foi muito bem na competição.

Houve uma falha ou outra, é verdade. Houve até uma partida muito ruim, mas Perri mostra algumas características muito importantes e a primeira delas é o seu senso de liderança.

Quem acompanhou os jogos, viu um goleiro participativo, conversando com a zaga o tempo inteiro e ele é assim mesmo, desde as categorias inferiores, como sub-17. Além disso, mostrou alguma qualidade com os pés, algo importante para o futebol moderno. Na final foi imprescindível, evitando dois gols do Atlético-PR ainda no primeiro tempo.

Zé Arthur

Parte de uma transação polêmica, em que saiu de graça do Bahia, Zé Arthur assinou com o São Paulo e assumiu a titularidade do meio-campo do tricolor paulista.

Zé Arthur pediu sua rescisão amigável ao Bahia, que cedeu e liberou o atleta, até então reserva na equipe de Salvador. O jovem assinou com o Juventus de Santa Catarina e em seguida foi emprestado ao São Paulo. O empréstimo tem validade até 31/07/2016 e o tricolor tem opção de compra, mas não se sabe o valor.

Revelou-se um bom marcador e ótimo auxiliando a criação pelo lado direito do campo. Por que era reserva no Bahia? Não dá pra saber, mas se sabe que mostrou grande potencial pelo São Paulo.

Não acaba por aqui!

E pra quem acha que a boa fase de Cotia para na categoria 96/97 está muito enganado, pois a 98/99 também está ganhando tudo que pode. O time 98 foi vice-paulista sub-15, campeão da Copa do Brasil da categoria e com vários 99, está na final do Paulista sub-17. Os 99 foram campeões de absolutamente tudo possível no sub-15 e já integram a equipe dos mais velhos.

Nomes como Militão, Paulinho Bóia, Guilherme Bissoli, Matheus Viveiros, Caíque (esse já integrando o elenco sub-20, inclusive), Igor Liziero, Augusto César, William, João Kiefer e Marquinhos, podem ser os próximos destaques de Cotia em breve e talvez donos da geração mais vitoriosa da história do CFA, se mantiverem o ritmo.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

About Gabriel Fuhrmann

Jornalista formado desde 2011, especializado em futebol de base.
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