O que aprendemos com o título da Florida Cup?

O São Paulo começou a temporada com um título, pode ser título de torneio amistoso, pode ser de pré-temporada, mas foi contra um rival, foi nos pênaltis e é importante para o time e para a torcida.

O São Paulo venceu a competição sem sofrer gols, mas também sem marcar gols, o que já liga o sinal de alerta. No ano passado o time ficou entre as melhores defesas do Brasileirão, porém ficou entre os piores ataques da competição, sinal de que é um problema que Rogério já pega do ano anterior e precisa consertar.

Criar chances não foi o grande problema, no 1º tempo, contra o River Plate, muitas chances foram criadas, mas nenhuma foi convertida, nem mesmo aquelas em que o atacante estava impedido. Isso deixa clara a necessidade de um centroavante e o São Paulo vai ter que ir ao mercado atrás dele, pois não vejo ninguém na base capaz de suprir essa função.

Por outro lado, Wellington Nem começou bem pelo São Paulo, mostrou que tem a qualidade necessária e que não perdeu nada do seu futebol. Ao longo do ano vai ser importante e acredito muito em um ataque pelos flancos com Nem e Neres.

Quem agradou foi Junior Tavares que não comprometeu na esquerda e até subiu bem algumas vezes. Com o tempo vai ganhar mais confiança e pode crescer bastante ofensivamente. Ficou provado que Buffarini tem que jogar e eu prefiro ver Buffarini na direita, com Junior na esquerda e Bruno no banco (ou nem relacionado).

O São Paulo também mostrou que pode até ter um time, mas ainda não tem o elenco. Nos dois jogos o time caiu muito no 2º tempo, perdeu meio campo e intensidade. Neilton entrou bastante apagado, sem ousadia para partir pra cima dos adversários. A perda de intensidade, faz com que o time peca meio-campo, ponto positivo para a vinda de Jucilei, que deve trazer mais velocidade na marcação e na transição do jogo do tricolor.

Na zaga não houve sustos, apesar de uma falha ou outra, Maicon, Lucão, Douglas, Breno, todos foram muito seguros e ao longo do Paulistão vai ser possível observar melhor.

Sidão tem que ganhar a posição do Dênis, por tudo, não só pelo que faz embaixo das traves, mas parece ser muito melhor para o grupo também. Em metade de dois jogos, pegou quatro pênaltis, garantiu o título para o São Paulo e pra variar, foi bem nas entrevistas e nas redes sociais. Parece supérfluo isso, besteira talvez? Pode até ser, mas acho que faz muita diferença ter no gol um jogador que assume a responsa, que enaltece a chance que tem na vida de jogar no São Paulo, do que um cara que sempre tenta jogar a culpa para outro jogador. Isso muda o grupo.

Por fim, Rogério Ceni já começa a mostrar um pouco do seu jogo. Muita movimentação sem a bola, movimentação para receber, um futebol mais envolvente do que o que se via com Ricardo Gomes. O trabalho está no começo, mas Rogério, me baseando no que conheço de quem são suas inspirações, de quem o auxilia no São Paulo, mostra um pouco do que pode fazer pelo jogo do São Paulo.

O volante já está chegando, é Jucilei e outro pode subir, que é o Militão, falta um atacante, que infelizmente não vejo na base pra resolver, mas vejo com a mesma qualidade ao menos dos que estão no principal e um lateral-esquerdo para completar o elenco.

About Gabriel Fuhrmann

Jornalista formado desde 2011, especializado em futebol de base. Repórter da São Paulo FC Digital
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