Opinião: São Paulo 2 x 0 CRB

O São Paulo voltou a vencer ao bater o CRB por 2 a 0 no Morumbi, em jogo válido pela Copa do Brasil.

Foto de Marcos Riboli

Foto de Marcos Riboli

Foi um jogo com um esquema diferente, Brenner entrou no lugar do Diego Souza e isso mudou um pouco a dinâmica de ataque do tricolor. Com mais movimentação e infiltração, Brenner deu outras opções para o ataque são-paulino.

O tricolor mostrou no primeiro tempo um pouco, não tudo do que se gostaria de ver, mas mostrou um caminho. O time teve mais variação, enquanto Brenner, Valdivia, Cueva e Marcos Guilherme trocavam constantemente de posição na esperança de abrir espaços e confundir a defesa do time alagoano.

Por vezes Brenner aparecia mais centralizado, Valdivia e Cueva dobravam na esquerda e Marcos Guilherme aparecia na direita. Outras a mesma formação e Cueva aparecia na intermediária, um pouco mais pro centro e até Marcos Guilherme indo pra esquerda, Brenner pra direita e Valdivia aparecendo mais pro centro.

E foi justamente assim que saiu o primeiro gol do São Paulo. Brenner foi pro lado direito, Cueva e Valdivia centralizaram vindo de trás e os dois apareceram em condições de finalizar, vindo de trás.

O segundo gol, podemos considerar um contra-ataque. Jean repôs rápido para Eder Militão e encontrou a defesa do CRB completamente desarrumado, com apenas três jogadores (enquanto quatro estavam no meio campo e outros três ainda estavam no ataque). Foi a oportunidade de ouro que o tricolor esperava para fazer uma das poucas jogadas de ultrapassagem dos laterais.

No segundo tempo, apesar de o CRB não ter oferecido tanto risco durante o primeiro, quase sem finalizações, Dorival se manteve conservador para garantir o resultado. O time começou a recuar, mas ainda aparecia na frente.

Dorival fez três alterações, as duas primeiras foram a saída de Marcos Guilherme para a entrada de Nenê e a de Brenner, que sentiu cãibras, por Diego Souza. O time ficou mais pesado, momentaneamente parou de ter a bola no ataque e aparecer na frente. Foi assim até a entrada de Paulinho Boia no lugar de Cueva, a cada arrancada de Paulinho junto com Valdivia, o São Paulo voltava a aparecer.

O que Dorival pode tirar disso? Que os jogadores de velocidade e leves são de suma importância, um time mais leve pode sim fazer a diferença. Claro, não tinha o adversário pra cravar, mas ao menos já sabemos, o time mais leve joga melhor.

About Gabriel Fuhrmann

Jornalista formado desde 2011, especializado em futebol de base. Repórter da São Paulo FC Digital
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