E a pergunta do momento é: por que Léo Pelé?

A montagem do elenco do São Paulo é um problema que já dura quase uma década, sendo as laterais, tanto direita quanto esquerda, talvez as posições mais sofridas dessa história. Foram vários nomes, nem todos com as oportunidades necessárias, nem todos com a qualidade necessária também.

Léo-Pelé-Felipe-OliveiraO nome falado da vez é Léo Pelé, jogador formado na base do Fluminense, que está por empréstimo no Bahia e a pergunta é: Ele é diferente dos outros? Ele vai dar certo?

A resposta é: provavelmente não.

Léo Pelé surgiu como uma grande promessa no Fluminense. Nas categorias de base, sua força, velocidade e agressividade no ataque faziam muita diferença e ele subiu com bastante moral no time carioca.

Hoje, aos 22 anos, ele ainda não é o jogador que alguns imaginaram que seria quando subiu, em 2015. Aliás, lá em 2015, quando tinha apenas 19 anos, ficou claro que Léo precisava evoluir bastante. O jogo ofensivo chamava a atenção, mas o defensivo era extremamente sofrível.

Precisou de pouco tempo para que o torcedor do Fluminense perdesse a paciência com o lateral. Talvez um empréstimo ajudasse Léo a amadurecer, por isso foi para o Londrina, disputar a Série B de 2016.

No time paranaense Léo Pelé se tornou dono da posição e fez um bom campeonato, quase que o Londrina conseguiu subir para a 1ª divisão. Naquele ano ele foi bem na Série B, tornando-se parte de várias seleções do campeonato pela imprensa especializada.

E se ele foi bem no Londrina, por que o torcedor do Fluminense odeia tanto Léo Pelé?

É que o empréstimo acabou e Léo Pelé voltou ao Flu, onde começou a atuar mais vezes. Foram mais de 50 jogos em 2017 e uma oscilação imensa. De bons dribles, a dribles que não levavam a absolutamente nada, tropeços sozinho na bola e falhas de marcação absurdas.

O que se comenta internamente no tricolor carioca  é que em 2017 Léo sentiu a pressão. A torcida do Fluminense, que já não tinha muita paciência com o jovem, passou a cobrar ainda mais, especialmente pelas falha e falta de repertório que ele começou a apresentar.

Enquanto isso, Ayrton Lucas estava no mesmo processo pelo qual Léo já havia passado: jogava a Série B pelo Londrina e fazia um campeonato muito bom, melhor que o seu concorrente no Flu havia feito.

A continuação da história vimos esse ano, Léo nem precisou se apresentar no Fluminense e foi emprestado ao Bahia. Já Ayrton, assumiu a titularidade do Fluminense e foi um dos maiores destaques jovens desse Brasileirão.

No Brasileirão, pelo Bahia, Léo Pelé seguiu oscilando. Em todas as partidas fez o inferno no lado do campo, às vezes o inferno para o adversário, às vezes para o próprio Bahia. Quando vai bem, é muito elogiado, pois chega bem ao ataque e chama atenção, mas quando vai mal a recíproca é verdadeira, são lances que incomodam os olhos de quem gosta de futebol.

Em suma, Léo Pelé ainda é o jogador com agressividade ofensiva, bom físico, velocidade e capacidade de drible que era na base, mas infelizmente, não consegue ainda utilizar toda a capacidade de raciocínio para usar seus atributos da melhor forma.

Na linguagem mais popular, é o típico jogador que corre, dribla e passa de cabeça abaixada e mesmo assim às vezes consegue acertar.

Mas e aí, sim ou não para a contratação?

É um aposta, um tiro no escuro. Não é o jogador que vai resolver o problema, mas até aí, os que estão no lugar dele também não resolvem, muito pelo contrário, na verdade são parte do problema.

Léo tem 22 anos, pode ser que se desenvolva, amadureça e se torne um bom lateral, como pode continuar oscilando bons e horrorosos momentos a carreira toda.

Na base do São Paulo, Caíque sempre foi lateral, Rogério Ceni queria usar ele assim, mas Jardine foi quem mais usou ele como ponta. Weverson é muito jovem, ainda tem 19 anos e vem de lesão. Inácio nós mandamos para o Porto. Junior Tavares a torcida já não aguentava mais e está emprestado pra Europa.

Agora tudo depende do planejamento: quão importante é ter um lateral ofensivo, veloz e forte fisicamente para a posição?

Sempre sou da regra que todo jogador pode ser útil, se abusarmos das características que ele já tem, em vez de buscarmos outras que ele jamais poderá entregar. Se essas qualidades do Léo são mais importantes que seus defeitos no jeito que o São Paulo quer jogar, então pode ser que funcione, do contrário, como o mais experiente Bruno Peres tem sido até agora, será um tiro na água.

About Gabriel Fuhrmann

Jornalista formado desde 2011, especializado em futebol de base. Repórter da São Paulo FC Digital
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One Response to E a pergunta do momento é: por que Léo Pelé?

  1. Alexandre de Lima says:

    Com essas caracteristicas achei que estivesse falando do Jr. Tavares … Matheus Reis.. o Sao Paulo ta de brincadeira . Precisamos de jogadores campeoes que tem titulos na bagagem … de promessas a nossa base ta cheia.

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